segunda-feira, 14 de agosto de 2017

BOLSONARO AVANÇA: Quem vai esperar por PT e PSDB para escolher em quem votar? Enquanto eles brigam internamente e fingem duelar politicamente, Bolsonaro corre só.


x


Quando os políticos tradicionais acordarem, Bolsonaro já terá atropelado todas as 'moscas mortas', no ritmo frenético que vem imprimindo nas redes sociais e no terreno fértil para renovação no País. Muito provavelmente os socialistas fabianos e esquerdistas enrustidos  só serão separados da briga interna quando nem Dória nem Alckimin tiverem mais tempo sequer para vestir a roupa de guerra pelo PSDB.
Marina Silva sumiu como sempre e talvez não reapareça, só comentando tragédias ou infortúnios em notas lacônicas, cheias de platitudes. Haddad, o plano único do PT, tende a perder o escudo para o TRF 4 na hora decisiva. Ciro Gomes, nem a Roche pode controlar com seu estoque de Rivotril.
As redes sociais têm funcionado como o Quartel General de Bolsonaro, um espaço dominado por aqueles (todos) que os políticos tradicionais zombam. Nesse terreno, Bolsonaro anda rápido e protegido por um exercito de milhões. Somente em um dos grupos, o 'Apoiadores de Bolsonaro', mais de 300 mil 'soldados'' ativos propagam suas idéias ou tentam influenciar decisões futuras - E batem pesado nos concorrentes. Olhando com atenção, mais parece uma luta em que um peso-pesado do boxe enfrenta um peso-pena. 
O que se passa nas cidades não interessa aos políticos tradicionais. Eles fingem nada ver. O sofrimento dos sertanejos, por exemplo,  vira piada de salão nos banquetes dos atuais mandatários. Seus anseios e necessidades são tratados com deboche. Esse cenário tem sido terreno fértil para a árvore política do deputado carioca crescer e se espalhar por todos os lugares. O descaso e o descompasso entre povo e políticos têm se transformado em estrada larga para o militar que assusta os palácios e seus mandatários. Bolsonaro não tem medo de dizer o que pensa.  Por enquanto, não tem espaço na velha mídia. Globo, Bandeirantes, Record e SBT o ignoram solenemente. Estão assustados e sem saber como lidar com esse líder para o qual não sabem nem podem fazer cabresto, nem amestrar como os demais, que já encostam no microfone devidamente instruídos para repetir a 'ladainha'  do sistema.

E QUANDO A LEI OBRIGAR A ABERTURA DE 'JANELAS' NA TV?
Quando o pleito eleitoral começar de fato, nenhuma emissora de rádio ou TV poderá fingir que Bolsonaro não existe. Nenhuma poderá repetir o velho mantra de que Lula é o anti-Dória e que Dória é o anti-Lula. A lei proíbe privilégios. Terão que abrir espaço para Bolsonaro; realizar debates com sua presença. O sistema vai ruir, é o que se deduz. Como alguém defenderá em debate o estatismo na Petrobrás quando ele prometer vendê-la, apontando o dedo para os que a roubaram? Ou mais: prometendo investir os recursos em escolas e hospitais, e também num fundo para aposentados.
Como reagirão seus adversários quando ele garantir que vai privatizar todas as hidrelétricas e investir os recursos em esgoto, transformar  favelas em novas cidades saneadas e com escolas e postos de saúde? Ou investir em poços profundos e adutoras no Sertão nordestino? Escolas de Aplicação em dois turnos?

 Há que se perguntar: Será mais fácil discutir com Bolsonaro recursos para o Sertão, para o Nordeste, justamente aquilo que os outros negam? Atualmente, há um divórcio grande entre o povo e seus 'representantes'. Ao que tudo indica, eles dão as costas, dão risadas, dão de ombro, tapam os ouvidos. A impressão que fica é que estão confiando em milagre 'tecnológico' das urnas eletrônicas sem impressão do voto. Só sendo.
Os governos que passaram negaram poços e já 'planejam' negar pipa. Negaram atividades rentáveis e introduziram a cultura da dependência, do fisiologismo. Negaram escola de aplicação e introduziram a escola ideológica.
Bolsonaro pode chegar ao Sertão dizendo que vai trazer perfuratrizes para entregar poços profundos em busca de água; que vai transformar os poços em fontes de trabalho e renda; que vai zonear a região seca para atividades agropecuárias - bode onde for favorável, boi onde for possível. Aqui no Araripe é possível boi e bode, pois há ração oriunda da mandioca - o que falta é poço. Pode indicar que as frutas de época sejam processadas e vendidas sem imposto nas grandes redes e para merenda escolar - umbu, goiaba, graviola, manga, acerola, etc; que derivados de mandioca vão também integrar a merenda escolar em maior escala e não como reserva. Que vai obrigar as construtoras a utilizarem gesso nacional na construção civil, quebrando o lobby do cimento. Quem vai duvidar? Afinal de contas, ele é nacionalista e não tem compromisso com esquemas antigos que fizeram o País ruir. Aliás, está crescendo porque combate tudo isso. Um adversário capaz de enfrentar essa novidade política que se apresente ao centro ou mesmo à direita e consiga espaço! Difícil prever que surja em tão pouco tempo.
Os apoiadores de Bolsonaro não acreditam nas pesquisas em que ele aparece em segundo lugar. A opinião geral entre eles é que tudo passa de conspiração para evitar romarias pré-eleitorais de políticos em sua direção. O perigo que isso aconteça de fato. Quanto às pesquisas, resta aguardar as próximas, justamente aquelas que nem são realizadas pelo Vox de Lula nem o Paraná de Dória.

Enquanto os mandatários atuais fecham os olhos para  nossas demandas sertanejas, nordestinas e nacionais, não custa ter esperança que elas ao menos vão se transformar em  tema de campanha:

VER AQUI sobre viabilidade técnica e financeira de poços profundos
VER AQUI sobre Canal do Sertão

Nenhum comentário:

Postar um comentário