terça-feira, 15 de agosto de 2017

Acaba a disputa e Hemobrás continua em Pernamuco

Resultado de imagem para hemobrás fica em pernambuco

A polêmica envolvendo a transferência de parte da produção da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) para o Paraná chegou ao fim. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou que a produção do fator VIII Recombinante permanecerá em Pernambuco, como previsto no projeto inicial da estatal. Há dois meses, o ministro articulava levar para o seu reduto eleitoral, a cidade paranaense de Maringá, a parte mais rentável da planta da Hemobrás, em construção na cidade de Goiana, na Mata Norte de Pernambuco.
O anúncio aconteceu depois de uma reunião com o presidente Michel Temer e os ministros pernambucanos Mendonça Filho (Educação), Bruno Araújo (Cidades), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) e Raul Jungmann (Defesa). Em seguida, o ministro se reuniu com a bancada federal pernambucana, que foi a primeira a se mobilizar em prol da permanência da produção do fator VIII recombinante no estado.
O recuo do ministro, inclusive, acontece depois de diversas mobilizações da bancada federal do estado, que acusou o parlamentar de tentar desmontar a estatal. Isso porque o fator VIII recombinante é o produto com maior valor agregado da empresa. Ele é destinado ao tratamento de hemofilia A, distúrbio na coagulação do sangue. O anúncio da permanência da produção em Pernambuco aconteceu pouco antes da reunião entre o ministro da Saúde e os parlamentares da bancada federal do estado.
A questão havia chegado também ao Judiciário. Após ser provocado pela bancada federal, o Ministério Público Federal recomendou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que impedisse o governo de concretizar a transferência. A bancada pernambucana e representantes do MPF chegaram a reforçar pessoalmente o pleito junto aos ministros do TCU. Entre as justificativas, estava ônus aos cofres públicos por romper um contrato em andamento da Parceria de Desenvovimento Produtivo (PDP) com a empresa irlandesa Shire, empresa responsável pela transferência de tecnologia e produção do fator VIII recombinante até que a Hemobrás tivesse condições de produzi-lo no país.

Entenda o caso

A proposta inicial do Ministério da Saúde era fazer um consórcio entre a Tecpar, o Instituto Butantan e a Hemobrás, em parceria com a empresa suíça Octapharma. Pelo modelo, a ideia era de que a Tecpar atuasse com a produção do fator VIII recombinante, enquanto Butantan e Hemobrás produziriam os demais produtos plasmáticos.
(Diário de Pernambuco)

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