sexta-feira, 7 de julho de 2017

Trono socialista sem herdeiro definido e sem paz

HERDEIRO: O filho de Eduardo Campos precisa sair de casa com soro antiofídico para enfrentar o 'serpentário de estimação'.

Miguel Arraes não está dando gargalhadas no plano superior. Aqui em baixo, no seu Pernambuco, os herdeiros andam se estranhando pela herança. Não a herança contada em patacas, mas aquela contada em votos, popularidade. O neto mais talentoso para suceder o mito, aquele que ele mesmo preparou,  partiu cedo quando tentava o voo nacional, aquele mesmo voo que Arraes sonhava mas não conseguiu sequer tentar. Eduardo Campos deixou um herdeiro por afinidade no governo de Pernambuco e outro na prefeitura da capital. Deixou o filho João,  ainda em fase embrionária para a política, e muitos políticos maduros no comando de prefeituras interioranas, na Assembleia Legislativa, na Câmara Federal e no senado. Todos, absolutamente todos, sonhando com o posto de comandante máximo. Ficou ainda a viúva, Dona Renata, com idade e capacidade para comandar máquias. A mãe, por sinal a única com a alcunha Arraes, está ainda em idade viável para a política e aguardando aposentadoria no TCU. Também no TCU está José Múcio Monteiro, talvez o mais talentoso de todos e o mais jeitoso, que perdeu para Miguel Arraes em 1986 mas nunca parou de brilhar depois que se aliou aos socialistas e ao petismo sob Lula. O irmão Antônio Campos e a prima Marília Arraes são casos à parte. O primeiro rompeu com os demais 'herdeiros' após a morte de Eduardo. A segunda rompeu com o próprio Eduardo depois de amargar insucesso na empreitada de construir uma candidatura a deputada federal no mesmo pleito fatídico de 2014.
São estes dois, irmão e prima, os mais barulhentos na arte de expor as fraturas. Ele quis ser prefeito do Olinda e se disse abandonado pelos correligionários. Ela quer ser candidata ao governo do Estado com apoio do ex-presidente Lula, com quem fez foto em São Paulo. Foto com Lula pode não ser um grande trunfo daqui uma semana ou duas semanas, quando o juiz Sérgio Moro assinará sentença no caso do Triplex no Guarujá. Na dúvida, o governador do estado, Paulo Câmara, acenou de volta ao discurso de Lula em rádio da Paraíba, quando recentemente externou o interesse de reaglutinar seu palanque original com PSB, PC do B e PDT. Paulo deu a entender que topa, mesmo sabendo que o único partido grande com figuras notáveis que não balançou nem criou problemas, o PMDB de Jarbas Vasconcelos, através desse mesmo, já expressou que não aceita aliança com o PT. Isto ocorreu logo após Marília Arraes aparecer nos 'braços' de Lula, provando que o momento é delicado e que até uma vereadora da capital desgarrada da família causa 'dor de barriga' no Palácio.

AS PESQUISAS DE ANTÔNIO CAMPOS
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O irmão de Eduardo, que rompeu com o grupo e não poupa críticas, e a mãe, Ana Arraes, que tem a difícil missão de não deixar a família debandar. O filho colocou o nome da mãe nas pesquisas e divulgou um resultado bom. Resta saber se ela concordou e se gostou. 

Sem citar números, pois eles são questionáveis e fora de hora, o irmão de Eduardo Campos anda batendo sem piedade no governo Paulo Câmara. Saiu do partido e anunciou ingresso no Podemos. Mas começou a bater ainda na condição de socialista. Suas pesquisas simulam o nome de sua mãe Ana Arraes, Ministra do TCU, e de sua prima Marília Arraes. Pelos seus números, Ana Arraes só perderia para Jarbas Vssconcelos na disputa ao senado (mas são duas vagas), e Marília Arraes já teria começado a ser vista como uma Arraes viável. Sua conclusão foi simples: Os Arraes ainda decidem. É estranho. Os Arraes estão no comando do governo de Pernambuco e também da capital. Tonca deve está se referindo aos filhos e netos do mito Miguel Arraes desgarrados do herdeiro do trono Paulo, o Técnico. Refere-se ao símbolo, certamente.

JOÃO CAMPOS NO SERPENTÁRIO
Aquele por quem os corações socialistas da militância latejam, o jovem João Campos, primogênito de Eduardo, precisa sair de casa com kit de sobrevivência, com muito soro antiofídico na bolsa. É de uma variação estarrecedora o serpentário por onde pisa o jovem moço diariamente. Deve está sendo difícil sair de casa, subir escadas palacianas e voltar para o lar em Casa Forte ouvindo e debatendo os temas que é obrigado, quando na verdade deveria está sendo preparado para num futuro breve tentar nas urnas dar sequência aos planos ambiciosos de igualdade que seu bisavô deu início. A preparação pós faculdade de Engenharia que o mesmo vem recebendo não é o que podemos classificar de produtiva. Talvez tivesse sido melhor uma temporada fora, em boa universidade, e não num palácio conflagrado, cheio de intrigas e dividido em interesses tão mesquinhos que chegam a debilitar a imagem de um gestor que foi lançado candidato com a aura de técnico eficiente e no governo buscou agir como técnico, o que seria o suficiente para, se unidos e em defesa mútua, atravessarem a tempestade até que a hora do 'herdeiro' chegasse.


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