terça-feira, 4 de julho de 2017

Paulo é fraco; Paulo é forte. O problema é a fila do PSB que é grande e os espaços para aliança que são poucos.


Sem grupo, Paulo Câmara é candidato fraco. Com grupo, Paulo é candidato forte. Sem interesses políticos por trás, Paulo Câmara disputa o título de 'melhor gestor' do País com Geraldo Alckmin; Com interesses políticos, Paulo é o pior governador da história de Penambuco. Depende dá hora, do ambiente, das câmeras ligadas ou desligadas a avaliação que se faz do atual governador de Pernambuco.
Na atual conjuntura, na crise que o País atravessa, qualquer julgamento de gestor é injusto. Ele pode ser muito melhor do que se diz e pode ser muito pior, se de alguma forma ou por alguma  razão o mandatário conseguir tirar proveito da crise - seja com demagogia, seja com pão e circo.
Paulo Câmara não venceu a eleição. O grupo venceu. O grupo foi formado por Eduardo Campos. Praticamente não havia vereador nem prefeito fora do batalhão que elegeu Paulo em 2014. O candidato não dava conta da agenda elaborada por aliados. Era neófito. Foi vendido como o 'gerentão' de sucesso de Eduardo Campos. Continuou sendo gerentão e o povo não entendeu. Armando Monteiro, o adversário, tentou tirar proveito da fragilidade de Paulo diante das câmeras dizendo que ele não era um líder nem tinha firmeza.  Os marqueteiros conseguiram mostrar Armando batendo num jovem. O senador apanhou feio nas urnas. Eduardo Campos morreu no início da campanha. Paulo subiu antes do planejado. Eduardo vivo subiria na campanha presidencial também muito rápido e certamente arrastaria consigo seu candidato a governador no Estado.

AGORA, TUDO MUDOU E O PALANQUE DIMINUIU.
Mendonça, Bruno Araújo, Raul Jungmman e Raquel Lira: Saindo pesa muito, voltando também pesa e os dois movimentos decidem.

Paulo Câmara perdeu o apoio do irmão de Eduardo Campos que nunca disputara cargo eletivo até a derrota para prefeito de Olinda ano passado - o nome dele é Antônio; perdeu o apoio da vereadora prima de Eduardo Campos, que faz retrato ao lado de Lula - o nome dela é Marília. Do ponto de vista eleitoral, seria apenas uma boca a menos na conjuntura anterior. No presente, tudo soa escandalosamente devastador. De qualquer modo, é um irmão de Eduardo Campos sem mandato e uma prima vereadora. Símbolos fortes.
Paulo Câmara ainda conserva o apoio de Jarbas Vasconcelos e do vice Raul Henry, que são do PMDB. Mas perdeu o apoio do DEM de Mendonça Filho, o ministro da Educação; do PSDB de Bruno Araújo, o ministro das Cidades e também do PPS de Raul Jungman, o ministro da Defesa. Perdeu ainda o apoio do Solidariedade de Augusto Coutinho e os ex-socialistas João Lira e sua filha Raquel, que hoje é prefeita de Caruaru. Não pode perder mais ninguém, muito menos Fernando Bezerra Coelho, que se confirmar saída será para disputar o governo.
Na conta das perdas, Armando Monteiro perdeu o apoio do PT. Para o senador e adversário de 2014, é perda de território mesmo, e de discurso. O PT joga para a plateia que é contra as reformas que defendia no governo Dilma e que Lula defendeu em vídeos amplamente divulgados. Mas isso não impede que nas redes sociais o senador apanhe dos petistas pelo voto favorável que deu à reforma trabalhista, embora apenas cumpra a palavra de um reformista do estado.
Resta saber quem tem força para aglutinar. Se Armando aglutina em torno de si os dissidentes de Paulo Câmara acima elencados; Se Paulo Câmara reaglutina o seu grupo original e estimula o PT a estrangular Armando na campanha, prometendo espaço futuro no estado e na prefeitura do Recife.
Ou, como se desenha, se Fernando Bezerra concilia primeiras e segundas intenções de todos, garantindo espaço para Mendonça Filho disputar a prefeitura de Recife em 2020, Armando Monteiro disputar com tranquilidade sua reeleição ao senado, e assegura espaço para Bruno Araújo estrear numa campanha majoritária ao senado.

PAULO CÂMARA NÃO PODERÁ CONCORRER A UM NOVO MANDATO EM 2022. GERALDO JÚLIO TAMBÉM NÃO EM 2020. MAS A FILA DO PSB É EXTENSA.
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Por este prisma, quem parte em vantagem é Paulo Câmara. Ele não poderá concorrer em 2022, da mesma forma que Geraldo Júlio não poderá concorrer em 2020. Por esta matemática, só eles podem prometer apoio da máquina para sucessão estadual e sucessão municipal na capital. Mendonça Filho quer ser prefeito de Recife e Fernando Bezerra quer ser governador de Pernambuco e isto é o que causa maiores tremores no território socialista. Na fila socialista ainda estão Felipe Carreras para a prefeitura de Recife e Geraldo Júlio para o governo do Estado. E mais ambições: Antônio Figueira, Danilo Cabral, o  próprio Paulo Câmara que certamente disputaria a única vaga para o senado em 2022 caso se reeleja governador. O filho de Eduardo Campos, o jovem promissor João, também está na fila. Entendam: os julgamentos não são julgamentos, mas tão somente disputa por território político. Esse é o combustível da democracia.
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E esse é o combustível do futuro da militância socialista.

É prudente acreditar que Fernando Bezerra Coelho, Mendonça Filho, Armando Monteiro e Bruno Araújo não vão se sujeitar a essa fila.  A menos que estejam certos de que param aonde estão.

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