segunda-feira, 17 de julho de 2017

Bolsonaro sobe 7 pontos em um mês e se isola à direita



Enquanto os socialistas fabianos não encontram um nome para vender como liberal na disputa de 2018, repetindo no Brasil o efeito Macron, da França, o deputado Jair Bolsonaro se isola na disputa presidencial brasileira. O militar de língua solta vem agradando aos mais escolarizados justamente por jogar luz em focos (ou estafilococos) da política nacional. Quem carrega Bolsonaro com mais força e vigor são jovens bem criados e bem escolarizados que acreditam num País mais seguro e menos fisiológico. Muitos médicos e profissionais liberais fazem a parte tradicional da divulgação, com adesivos bem vistosos em seus veículos.

AOS NÚMEROS
Segundo o DataPoder, Bolsonaro já empata tecnicamente com o ex-presidente Lula na primeira colocação, com 21% contra 26 do petista. Os dados foram coletados dois dias antes da condenação de Lula.  Para que se tenha uma ideia, Marina aparece com apenas 6% e Geraldo Alckmin com 10%. Ambos foram candidatos a presidente e despencaram perante a opinião pública.
A dúvida é se Bolsonaro aguenta confrontação, debate, temas relevantes e complexos. Muito provavelmente está estudando em profundidade e bem assessorado para quando as frivolidades do momento derem espaço a entrevistas e debates mais puxados.
O centro está meio sem alternativas. João Dória se esforça para parecer opção, mas seu partido, o PSDB, tenta cortar seu pescoço sempre que o prefeito paulistano o expõe. FCH, Serra, Goldman e outros tucanos de bico maior se alternam na pancadaria. Dória não deve surgir.
Com Lula condenado, o adversário inicial de Bolsonaro deve ser Ciro Gomes, apoiado pelo PT, que não tem alternativas a Lula. O PSDB deve apresentar Geraldo Alckmin, definindo-o como de centro. A esquerda moderada deve ter outros nomes,  Cristóvão Buarque e Marina Silva, que podem sair só ou em dupla.

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