quarta-feira, 21 de junho de 2017

São João de Araripina já é Patrimônio do Nordeste. Só falta o governo reconhecer e apoiar. A multidão já sabe e apoia, vive, dá brilho.


São João: Não adianta gastar sola de sapato procurando um maior. Tamanho não é documento e o melhor é o de Araripina.

Quer frio de serra e neblina que ameaça mas não apaga a fogueira?
Quer fogueira no pé da serra, com sanfoneiro e zabumbeiro?
Quer canjica, pamonha e milho assado?
Quer bode assado com pirão?
Quer buchada, galinha de capoeira?
Quer forró autêntico pra todo lado?
Quer pitu com mel e limão esquentando o namoro?
Quer andar pelas veredas percorridas por Gonzagão em suas primeiras tocadas?
Quer estrutura de primeira misturando o velho e o novo, o tradicional e o inovado juntando multidão, ao som das melhores atrações?

O LUGAR É ARARIPINA. O SÃO JOÃO É O NOSSO.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e multidão
Apresentação de Alceu Valença no segundo dia de festa




Não é coisa passageira. Não é modismo.Não é arrumado de ocasião. É simplesmente cultura, festa, tradição. É o melhor São João do Nordeste. E se é do Nordeste, é também do País. E se é do País, é também do planeta, pois em outro lugar não se faz festa pública como aqui.
A imagem pode conter: 4 pessoas
O ontem, bem ali do outro lado da serra, em Exu, onde Januário botava Gonzagão para dançar: Isso aí ainda é o que rola por aqui, originalmente, na chapada do Araripe.

Não se trata de contar quantas pessoas moram numa cidade e no seu entorno, e quantas vão dar gritinhos para o artista do momento. Se quiserem números frios, podem procurar Caruaru ou Campina Grande. A questão é outra. A questão é saber fazer festa, é saber receber, é saber acolher independente de quantas camas ficaram sem uso nos hotéis. Aqui, a maioria das pessoas vêm para ficar com a família e/ou amigos. Vêm religiosamente todos os anos porque sabem que a festa vai acontecer e que o progresso vem com o passar dos dias. Vem porque sabe que a cultura é viva, é autêntica, é contagiante. Outros milhares vêm das cidades vizinhas e voltam ao raiar do dia, ou varam a noite e entram dia à fora, tomando caldo de mocoró ou de costela nas tarimbas, para à noite voltar a festejar, tudo em harmonia.
É assim. Tem se repetido assim durante anos, décadas. Deixou de ser festa apenas das famílias, ao redor das fogueiras, como nos primórdios, e passou a ser também de todos a partir dos anos 80. No dia de São João e no dia de São Pedro, as pessoas se juntam em torno da fogueira, entre familiares e amigos, para depois da meia noite se juntarem todas no Parque de Eventos, onde as melhores atracões do momento sempre tocam. Muitos que hoje são famosos na música nacional, passaram pelo batismo em Araripina, Todos, entenda-se, que têm a ver com a cultura nordestina, e de outras culturas populares também.

O povo daqui sabe brincar. O povo daqui sabe receber e paparicar o visitante. Não por adulação, mas por índole e também por sentir prazer de ver gente nova chegando para prestigiar o Melhor São João que há.
Se você que leu ainda não teve esse privilégio, aproveite que ainda dá para estampar nas redes sociais e até no vidro do seu carro a frase que reflete alegria pessoal:
"São João de Araripina, eu também fui"

Temos duas deputadas. É momento oportuno de haver uma pressão conjunta para que o governo do Estado, via EMPETUR, inclua de forma definitiva o São João de Araripina no calendário de eventos do Brasil, para que os cofres municipais possam ter alívio e, mais que isso, para que se largue de vez essa política mesquinha e de preguiça governamental de (não) interiorizar as ações do governo no setor de cultura e entretenimento.
Se a turma do Palácio é preguiçosa e prefere andar só um pouquinho, se privando do melhor, ficando só com números questionáveis do Agreste e nenhum aperitivo natural que de fato lembre o grande Rei do Baião, o problema é da turma do Palácio. Azar dessa turma. Anda mais e se projeta se quiser. Fica só no Sítio da Trindade fazendo de conta, quem quer. Vive e conhece o que há de melhor se quiser. É escolha pessoal. Mas não deve ser escolha pessoal incentivar com dinheiro público somente o que existe por força da artificialidade.
Araripina merece respeito!
Quem tem pé de serra por onde andava e tocava o Rei do Baião é Araripina, pois aqui ele tocava antes de ser famoso.
Quem tem fogueira e tradição é Araripina. Quem tem a culinária que os historiadores citam em suas narrativas é Araripina. Quem tem o frio e a neblina que ameaça apagar mas não apaga a fogueira é Araripina. Quem tem bode, buchada, pirão e tudo o mais é Araripina. Quem tem quadrilhas juninas fazendo apresentações durante um quarto de ano é Araripina.
Quem acha que Festa Junina é só um palco grande para gastar milhões, não sabe o que é São João, não sabe o que é tradição nem visitou Araripina.
Há outros eventos grandiosos em Bodocó (Festa de São José), Ouricuri (Festa de São Sebastião) precisando ser lembrados e apoiados pela Secretaria de Cultura e Turismo do Estado.



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