segunda-feira, 26 de junho de 2017

São João acabou. Agora é política.

A decisão de Socorro facilita ou dificulta a luta de Roberta

O São João acabou em Araripina. Agora é política. Se nada mudar, em 2018 teremos eleição. Duas deputadas estaduais da cidade vão decidir seus rumos. Do rumo de uma depende o rumo da outra. A deputada estadual e primeira-dama, Socorro Pimentel (PSL), cogitou (e ainda cogita) disputar a eleição para deputado federal. A deputada estadual e ex-primeira-dama, Roberta Arraes (PSB) entrou em festa. Seu caminho para renovação do mandato fica bem menos espinhoso caso Dra. Socorro decida mesmo disputar uma cadeira em Brasília. Nenhum que venha substituir a médica na disputa teria o mesmo carisma e a força que a deputada vem demonstrando. Nem em Araripina, nem na região, nem fora daqui. O peso político de Socorro Pimentel é fora dos padrões para políticos locais. A mesma vem sendo cogitada para a vaga de vice numa chapa que seria encabeçada ao governo do estado pelo senador Armando Monteiro. Portanto, Roberta Arraes passaria a disputar espaço e votos com um candidato ou candidata do seu mesmo porte, caso Socorro Pimentel tente voos maiores.

MAS.....
Política é política. As coisas mudam rápido e vontade nem sempre é realidade, tanto para um lado quanto para o outro. No atual momento, Dra. Socorro e o esposo, prefeito Raimundo Pimentel, são as estrelas maiores do PSL em Pernambuco e uma das estrelas nacionais do partido. Isto induz à interpretação de que a araripinense seja a primeira, a  número 1 numa montagem de chapa para a câmara federal. Ocorre que o partido, nacionalmente, está tentando crescer com a crise política e atrair outros quadros de qualidade. É o caso de Pernambuco. Já é dado como sacramentado o ingresso do deputado federal Daniel Coelho, campeão de votos na capital, à sigla dos sociais liberais. O discurso de Daniel já é amplamente discordante do discurso dos grão-tucanos. Ele ganhou musculatura nas redes sociais e não vem negando seu ingresso no PSL. Isto se confirmando, corresponde a dizer que o 'ricaço' e bem sucedido deputado da capital entra para o topo da lista na disputa por uma vaga à câmara federal pelo PSL. Em tese, entrará com certas exigências na sigla. Em tese também, o esforço teria que ser para eleger dois deputados e não apenas um, para que ambos estivessem garantidos. Algo como garantir 300  mil votos, dados aos dois, a calda e a legenda do 17, no caso de se confirmar o fim das coligações. É uma luta mais lutada pelo voto dos insatisfeitos.

UM PÁSSARO NA MÃO
A própria deputada, em entrevista recente, ponderou que é melhor contar com um pássaro na mão a ter dois voando. Provavelmente, se refere a este fato ou coisa do gênero. Dra. Socorro deu a si própria até agosto para decidir. Poderá até antecipar esta decisão caso dê por consumado o fim das coligações e esse fato novo no PSL. Resta saber quem será o candidato a deputado federal que, sendo apoiado pelo casal (prefeito e deputada), possa lhe prometer e entregar apoios fora de Araripina, estrutura para a campanha e sobretudo calda robusta para as chapas de deputado estadual e deputado federal do seu partido.

ROBERTA ARRAES AINDA NÃO DEFINIU O SEU FEDERAL
Roberta Arraes está livre daquele apoio incômodo a Dora Creusa Pereira, que apesar de ser uma excelente pessoa, não correspondia com estrutura nem com apoios fora de Araripina, nem mesmo em Salgueiro, onde decepcionou com pouquíssimos votos para a araripinense. Diferente de Dra. Socorro, Roberta conta com a força do palácio para atrair calda para o PSB. Mas isto é uma faca de dois gumes.  O seu partido conta com calda atraída pela força da máquina mas também atrai tubarões. Estima-se que no PSB nenhum deputado estadual será eleito com menos de 42 mil votos. Aqueles que forem da preferência do poderoso Antônio Figueira tomam água limpa e vitaminada eleitoralmente. Mas todos sabem o caminho da fonte e a briga é de gigantes. Para se eleger sem problemas, Roberta terá mesmo que fazer o que todos os outros deputados da região tiveram que fazer: sair bem votada em Araripina, Ouricuri, Trindade, Ipubi e Bodocó.

ENQUANTO ISSO...
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As demais forças políticas derrotadas em 2016 em Araripina se esforçam para manter o nome em evidência e, se possível, buscar espaço. Tião do Gesso e Dr. Aluísio andaram fazendo ensaios fotográficos e difundindo possibilidade de acordo político visando 2018 e 2020. Por este acordo, quem for candidato a deputado apoiaria o outro em 2020 para prefeito. O problema é um conseguir convencer o outro.  Quem tenta patrocinar esse entendimento é Augusto Coutinho, deputado federal e presidente do Solidariedade, partido que, como os demais, busca fortalecer um esqueleto político no estado visando montar uma chapa também na perspectiva do fins das coligações.


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