sexta-feira, 30 de junho de 2017

Aluísio Coelho não está para aventura em 2018. Seu jogo é só prefeitura de Araripina.

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O Meu Araripe tratou de política local no fim do São João (ver aqui), o que despertou no médico Aluísio Coelho a  necessidade de se manifestar. Em contato com o Meu Araripe, o piauiense radicado em Araripina, mesmo sem motivação de pergunta, fez considerações sobre a administração do atual prefeito Raimundo Pimentel, por quem foi derrotado em 2016. Prevendo o que poucos estão acreditando no momento, que é turbulência ainda neste primeiro ano de gestão, Coelho disse que não cederá à pressões de aliados nem de outros oposicionistas para entrar em confronto com Pimentel por enquanto. "Ele está no esplendor do São João e vem aí a Vaquejada. Não é hora. Vou aguardar o quadro real, que é o final do ano", insistiu fora do tema que o blog abordou e ensejou seu direito de contraditório. Perguntado qual o 'quadro real' a que se refere, enfatizou: "Dificuldades operacionais, problemas para licitar, entre outras", delongou. "Ele vai ter muita dificuldade para licitar", insistiu, dando a entender que empresas locais e o TCE podem agir em sintonia (acertada ou não) na tentativa de anular processos. Se mostrando então afinado com o governo do estado, chegou a informar que as obras não municipais serão identificadas pela gestão Paulo Câmara, se referindo ao que veio ou virá relativo ao FEM.

2018 não é o objetivo
Perguntado especificamente sobre o que a matéria deste blog tratou, Aluísio disse que realmente vem tentando uma 'parceria' com Tião do Gesso, mas considera pouco provável que alguém queira se arriscar numa campanha cara e indefinida como a de deputado estadual ou federal. "O palácio é que quer. O PP, meu partido, também quer montar uma chapinha que já conta com um campeão de votos, que é o evangélico Cleiton Collins, mas me garante a sigla para 2020 seja qual for a minha decisão". E entregou o jogo: "Não posso entrar numa campanha para sair menor do que sai em 2016. Se eu tirar 100 votos a menos vão dizer que eu encolhi, o que não seria uma verdade absoluta', concluiu.
Ou seja: Aluísio Coelho não gastará uma patavina na eleição de 2018. Vai procurar se fortalecer, certamente num campo de oposição ao prefeito Raimundo Pimentel, e de preferência apoiando Roberta e esperando apoio desta em 2020.  Da mesma forma que o médico Auísio não quer se arriscar em 2018, o gesseiro Tião também não vai querer. Ou seja: Tanto um quanto o outro quer empurrar 2018 na conta de "Oroteu' e ficar com apoio sólido em 2020 do 'agraciado' que perdeu para deputado.
Esse é o mundo dos sonhos para Socorro Pimentel e para Roberta Arraes em 2018. E o mundo dos sonhos para Raimundo Pimentel também, que já tem um adversário em mente, Alexandre Arraes, sabendo que tanta gente não caberá num só barco de oposição quando for disputar a reeleição em 2020. A 'fórmula' da desintegração de blocos ele já adotou com sucesso em 2016 sem prefeitura na mão.  

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