domingo, 28 de maio de 2017

Temer no Nordeste: A força da água somada à força da crise. A seca não tem força.

Michel Temer Chuva
O Sertão nordestino morre à míngua. O gado morre, o mato seca, a plantação nem flora, o açude esturrica, o povo padece. Entra governo, sai governo; entra governo e cai governo. Fica claro que todos querem mesmo é a miséria perpétua para dela tirar proveito. Dois guarda-chuvas para Temer enfrentar a chuva que cai no litoral nordestino, excessivamente em Maceió e Recife. Coisa pontual. Um ponto fora da curva. Que miseráveis são todos esses governos. Mas as imagens de helicóptero sempre dão manchetes. No momento, as viagens também servem para fazer conchavos sob o manto da urgência.
Para resolver o problema de falta de água no Sertão, bastaria doar máquinas perfuratrizes a governos e consórcios municipais. Noutra ponta, doar placas de energia solar para funcionar os poços sem custo de energia para as comunidades. Em dois anos a seca seria sentida apenas nas ondas de calor, mas por falta d'água ninguém sofreria. Em ação mais estruturada, ligaria o Rio Tocantins ao São Francisco, lá pelas bandas da Bahía, e com a transposição, e outros canais, abasteceria as cidades nordestinas.
Poderia viajar à vontade, sem guarda-costas e sem guarda-chuvas. Mas o plano de todo presidente é mesmo dar esmolas e aparecer na capa da Times como 'pai da pobreza'.
Temer poderia surpreender a todos e subtrair a força nefasta de seus inimigos. Numa canetada antes de cair, assinaria decreto de emergência para todo semi-árido, compraria 500 perfuratrizes de longo alcance e faria uma grande festa  de entrega simbólica aos prefeitos e governadores. Também entregaria cheques para aquisição de tubos de revestimento dos poços e muitas bombas.  Pronto! Assim como Lula vai morrer dizendo que foi condenado porque deu comida aos pobres, Temer pode fazer parecido, dizendo que deu a água. A gente finge que acredita que esse foi o motivo.  Uma coisa é certa: A história teria que ser justa com aquele que acabou com o flagelo da seca no Sertão, mesmo dizendo que este foi um governo que saiu por corrupção e por tentativa de obstruir a justiça.

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O QUE DIZEM OS TÉCNICOS SOBRE A TRANSPOSIÇÃO TOCANTINS-SÃO FRANCISCO
Interligação do rio Tocantins com o rio São Francisco via LAGOA DE VAREDÃO,nos limites dos Estados da Bahia e Tocantins, em área de terreno altamente poroso formado de calcário, onde dutos subterrâneos interligam à referida lagoa recebendo águas da bacia do Tocantins (rios Sono e Novo), lançando-as nos rios Sapão, Preto e Grande, da bacia do São Francisco .

O Engº GILVANDRO SIMAS PEREIRA destaca o seguinte:

No divisor d'água São Francisco - Tocantins há várias nascentes do seu subsolo, o que evidencia claramente a continuidade do grande lençol d'água subterrânea;
A infiltração das águas dão origem à formação e também a interligação de imensos rios na região, como os rios Sono, Preto, Grande etc.
Aqui é comum a presença de grandes alagadiços, sempre em baixadas, é aí, nestes grandes pântanos ou brejos, que a água começa a correr até formar grandes "canyons" onde estão localizadas as principais lagoas desta região;
É interessante destacar que nas depressões onde se assentam alguns lagos, comoVaredão, a força com que a água é expelida é tão grande, que ninguém conseguiu até hoje alcançar o fundo da lagoa, pois a pressão da água que flui é tão forte, que empurra qualquer corpo para cima;
Na região há inúmeras ligações subterrâneas. Um braço dos rios Sapão, Preto, Grande (São Francisco) se interliga subterraneamente com a bacia dos rios Sono, Novo (Tocantins).
Na região do divisor d'água Tocantins – São Francisco, 652 m de altitude na sua porção oriental, há uma tendência geral dos subafluentes do primeiro (Tocantins), a serem capturados pelos afluentes do segundo (São Francisco). Aí a erosão regressiva ou lateralconstatada no sistema Tocantins tende a levar a captura de águas dos subafluentes desta bacia semi - amazônica, invertendo portanto seu curso (para a bacia do São Francisco) que tinha outro destino. Existe aí uma desordem aparente dos fenômenos hidrográficos que lembra os elementos contraditórios da Psicologia individual; no entanto, a região encontra-se sujeita a leis hidrográficas e isostáticas já conhecidas pela ciência em seus dispositivos gerais.


Retornamos àquela região, em setembro de 1998, e tivemos a oportunidade de constatar a vazão do rio Tocantins, via subafluente Sono e afluente Novo, através da lagoa de Varedão, os quais deságuam para o São Francisco, com um débito de aproximadamente 89 a 110 m3/s. Como vemos, a bacia do São Francisco se interliga com o Tocantins, por intermédio da lagoa de Varedão via subafluente Sapão, afluente do rio Preto e tributário do rio Grande. O Atlas do Barão Homem de Mello (1885) é o único mapa que conseguimos com a localização da lagoa de Varedão.


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