terça-feira, 23 de maio de 2017

Paulo Câmara sobrevirá à esfinge de Eduardo Campos?

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Eduardo Campos se foi no fatídico 13 de agosto de 2014. Com sua morte, deixou desprotegida sua história e eleitos os seus herdeiros. Por ter deixado desprotegida a sua história, não estando vivo para se defender, hoje é alvo de muitas acusações. Só as investigações poderão comprovar a veracidade da chuva de difamações que partem de delatores, uns à serviço da justiça, outros à serviço do PT. O fato é que, não estando mais entre os vivos para se defender, e não podendo ser investigado para negar ou confirmar, tudo que falarem ou lançarem na sua conta política dependerá tão somente da vontade da maioria, para ser inocentado ou condenado em definitivo. O Brasil passa por um momento delicado e seus herdeiros em Pernambuco sofrem severo bombardeio. A oposição aponta armas pesadas no intuito de conquistar o Palácio do Campo das Princesas e, mais adiante, a prefeitura de Recife. Dona Renata Campos, a viúva, pouco ou nada pode fazer, sob pena de ser tragada pela crise.  O cunhado, Antônio Campos, deixou o luto de lado e já traz a cunhada para o centro do debate, pedindo explicações sobre denúncias recentes do homem forte do JBS. Trazendo a cunhada Renata, também trará os sobrinhos, sobretudo aquele que tem o nome trabalhado para ressuscitar o arraesismo mais adiante, o ainda 'criança' João Campos.
Acertá-los é consequência inevitável, sabe Antônio Campos.

PAULO CÂMARA
O governador de Pernambuco já sofre ataques internos antes mesmo de tomar posse. Talvez padeça dos males que todo 'príncipe' padece ao herdar um trono. Pouco habituado a esse ambiente complexo e abundantemente requintado, Paulo Câmara não se armou e talvez não se arme mais para o combate. Deixou correr frouxo até hoje. Agora, citado pelo mesmo delator que atacou a honra do falecido Eduardo, tendo a companhia do prefeito de Recife Geraldo Júlio e do Senador Fernando Bezerra Coelho nas mesmas gravações e imagens, deve ter chegado à conclusão de que é hora de reagir, aí não mais em defesa do governo, mas em defesa da própria honra.

POBRE MOÇO: é o discurso ensaiado. A dúvida é se a imagem de jovem simples de classe média será bem assimilada na colagem á imagem de um governador de Estado. A imagem de Paulo Câmara é tão tênue, tão nova, tão distante do imaginário popular, que ele corre o risco de ser candidato a reeleição sem ser conhecido pela maioria dos pernambucanos. Para o mal ou para o bem, esta é a verdade. Soltem o governador na feira do queijo em Bodocó, ou na feira do sábado em Araripina desacompanhado das figurinhas carimbadas que sempre chegam perto para aparecer nas imagens, corre-se o sério 'risco' do governador de Pernambuco comprar goma a R$ 2,50 e não a 4,00 Reais, por inspirar sentimento de piedade na nossa vendedora mais requisitada do Hortigranjeiro. Paulo tem cara de menino de rua pidão, de tão magro, tímido e despojado. E esta é a dificuldade  que a oposição enfrenta para atacar o governador. É fácil perceber as curvas para acertar o governo usadas pela oposição. Seu principal rival o acusa de 'fraco, sem pulso, sem comando, comandado' (....). Isto se explica: Fosse o governador um político com o traquejo dos demais e aquele ar de poderoso, nem mais existiria como pré-candidato.
Se vai colar o pobre moço, ninguém sabe. Se vai escapar ao ataque perpetrado contra a imagem de Eduardo Campos, só Deus sabe. Mas o fato é que associando o discurso de 'pobre moço', a tropa de choque (a saber) de Paulo Câmara promete adotar um bateu levou, um vale tudo, a partir de agora. A ordem é não deixar nada sem resposta e defender atacando. Vão continuar argumentando que Paulo é um rapaz que só tem 'a família e a honra, que vive do seu salário', em contraponto ao poder estimado que tem o principal adversário. Mais do que isso também não podem fazer. A não ser que, em ato de coragem e rebeldia, se livrasse da esfinge de Eduardo Campos. Para isso, teria que informar razões, teria que explicar porque, e apontar exemplos. Impossível de acontecer não é, mas difícil sim. Tudo dependerá do que pessoas como Antônio Campos vier a fazer ou falar de agora em diante. Ainda assim há uma 'criança' ao seu lado, com o sangue e o jeito do pai famoso que se foi em trágico acidente. É muito complicado. É um sofredor de fato  e de direito.
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Por sua vez, Armando Monteiro se preserva e usa apenas a sua linha de frente para atacar. A ordem deste é única: Pernambuco precisa de governo e de liderança. O recado é para Paulo: Não basta parecer com Don Hélder nos gestos de humildade, é preciso governar e ser líder. Pernambuco se acostumou com isso. Eduardo Campos é o maior exemplo.
A partir de agora sairá de cena o lógico e entrará em questão o imponderado. Quem tiver força para impor uma imagem desejada se firmará. Armando Monteiro ainda não reconquistou os índices que teve no primeiro momento de sua campanha passada, apesar de Paulo também não sair do piso inicial de sua campanha em 2014.

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