segunda-feira, 15 de maio de 2017

O Transito caótico de Araripina, seus gargalos e soluções


A formação do centro antigo de Araripina, ou artéria pioneira, ao que tudo indica foi construída e fechada para evitar fuga dos animais que transportavam água das cacimbas. Pensado para o desafogamento do trânsito nunca foi, até porque não havia sequer a ideia de que um dia a frota de veículos de São Gonçalo viesse a ser algo problemático, que chegasse a incomodar e impacientar condutores. A 'frota' era de animais mesmo lá nos primórdios, com o detalhe de o arruado inicial ter sido implantado na região das cacimbas do riacho. Parece um labirinto. Certamente o formato 'labirinto' dificultava a fuga de animais sem as âncoras de água. Bem diferente é a área da igreja matriz, já pensada na década de 40, quando provavelmente Padre Luis Kerle conseguiu inspirar o povo e os políticos, copiando em Araripina o estilo alemão de urbanizar. Ele, certamente, já sabia que os veículos em algum momento tomariam conta das ruas.
As duas imagens acima mostram que duas ruas 'morrem' com o fim da Praça.
Sem conexão direta para o canal, quase todo fluxo cai na rua Sousa Sombra.
Há um terreno ao lado direito ainda não edificado que pode aliviar.

BANHEIROS INTRUSOS
Na foro acima, dois banheiros e um calçadão subutilizado engolem 
espaço e impedem uso racional da garagem (privada) do Banco do Brasil. 
Ela ocupa terreno doado pelo município e é pública. Já foi de 
estacionamento aberto a Feira do Rolo. 
O ideal seria que formasse uma única área ligando calçadão e banheiros, que por sua vez devem 
ser removidos e transferidos para lugar adequado. 

GARGALO NA HENRIQUE ALVES, SEM DESCIDA PARA O CANAL
Na foto acima, vê-se o  maior gargalo que pode se transformar na
 melhor solução de escoamento do tráfego. Caso haja intervenção, 
com indenização de casas e abertura de rua, fica possível 
criar mão única subindo da marginal do Canal, 
cruzando a Henrique Alves e a 11 de Setembro, passando 
pelo Santander e dando acesso a Rua 15 de Novembro e Avenida da Igreja, 
a Antônio de Barros Muniz. Com esta solução, a Rua José de Sousa Sobra poderia ser 
mão única no sentido Alto da Boa Vista.  
Veja ilustração abaixo.

ABAIXO, O GARGALO DA RUA DO CAFÉ ARARIPE
Nas  três ilustrações acima, vê-se o gargalo existente para quem, estando no entorno do Banco do Brasil, pretende se dirigir a artérias como AABB, Planalto, Bomba, Cavalete, etc. Não fosse as casas à frente que impedem ligação com a Rua Agamenon Magalhães, seria possível chegar fácil sem passar pela praça da igreja. Bastaria seguir reto, virar à direita na Agamenon, cruzar a Avenida passando pelo Recanto Bar para se dirigir à Bomba ou Cavalete, ou seguir pela Avenida, caso o destino seja Planalto, BR 316 ou demais distritos. 

O PROBLEMA DO BANCO DO BRASIL 
E DO ESTACIONAMENTO DOS COLETIVOS
Nas duas ilustrações acima, vê-se a rua que morreu, a que poderia ser paralela à estreita (que sobe) do antigo Bar Araripe, a Boa Ventura Pereira de Alencar. Talvez não seja prioritária no momento, mas a abertura ligaria a artéria central à rua do antigo Cine Marilac, onde devem estacionar os carros de fretamento. Essa passagem poderia, inclusive, ser apenas de pedestres, melhor se for coberta, com abrigo e banheiro aos fundos, para possibilitar a abertura da lateral da Praça Frei Ibiapina, possivelmente anexada ao estacionamento do Banco do Brasil.

 A postagem está em construção. Falaremos dos gargalos criados pela falta de visão lá nos primórdios e o que isso gerou para os cidadãos do presente, usuários de veículos em particular. Em virtude da concentração de agências bancárias, cartórios, fóruns etc, o velho centro residencial e religioso se transformou num labirinto, uma maratona de paciência para quem recorre aos serviços do centro comercial e bancário da principal cidade do Araripe. Araripina tem a maior frota de veículos de todo o Sertão,  exceto Petrolina. Além disso, é destino certo de pessoas e seus veículos de cidades vizinhas da região Araripe, seja de Pernambuco, Ceará ou Piauí. Cerca de 15 cidades formam o público e a frota flutuante de Araripina diariamente. É muito carro e muita buzina para pouco espaço e pouca paciência.
O intuito da postagem não é buscar culpados. Eles não existem porque a culpa é coletiva e atravessa um século inteiro de formação e deformação. Portanto, o que buscamos com a narrativa e ilustrações é, num primeiro momento, elucidar algumas questões e criar mecanismos jurídicos que impeçam o agravamento do problema, ou em outras palavras,  permitir que, num segundo momento, a prefeitura e até a iniciativa privada, ou ambos, em Parceria Público Privada, encontrem saídas para desafogar o trânsito, fortalecer o comércio e dinamizar a artéria mais antiga de Araripina, hoje denominada centro comercial. Há leis e atos administrativos que gestores e legisladores anteriores não consideraram prioridade. O plano diretor não foi enriquecido com leis implementadoras. Sequer a sociedade aceitou discutir nas plenárias temas tão relevantes - talvez por serem também conflitantes.
Mas a hora chegou. A cidadania já está em jogo. O direito de andar a pé, sobretudo para idosos, crianças, gestantes ou pessoas com dificuldade de locomoção já não está assegurado, muito menos com segurança. Agora é o direito de dirigir e estacionar que também está sendo engolido pelo problema.
O Meu Araripe reconhece que temas assim nem sempre levantam da cama ou tiram do escritório, ou caixa, os maiores interessados. Mas uma parte da sociedade já reclama e considera urgente. O Meu Araripe volta ao tema por isso.
Veja a PRIMEIRA foto . Perceba que no quadrado central  só existem TRÊS saídas viáveis para as áreas mais populosas da cidade. São elas: Esquina da Caixa Econômica, que dá acesso à Rua 15 de Novembro e Avenida Antônio de Barros Muniz, Rua 11 de Setembro, que é contra-mão para quem quer sair do centro, e a saída para o Alto da Boa Vista, pela Rua Sousa Sombra. As outras QUATRO saídas são para o Hortigranjeiro, Zé Martins, São José e Santa Bárbara.  Inclusive, duas delas foram oferecidas apanas na história recente, com a  construção de duas pontes que cruzam o riacho, pelo ex-prefeito Valmir Lacerda (1983-1988). Não fossem elas, o centro comercial e bancário precisaria ter mudado de lugar. Ou, em outras palavras, as saídas eram esbarradas nas roças de  Seu Né Ramos, Seu Valdemiro e no Café Araripe.
O Meu Araripe oferece agora apenas algumas fotos e ilustrações mal feitas pelo próprio autor da postagem, coisa mal rabiscada. É trabalho de amador à espera de algum arquiteto urbanista que se mostre interessado em contribuir. As fotos chegam na frente para abrir o debate. Mais adiante, tentaremos elucidar questões cruciais, os gargalos e também apontaremos algumas soluções jurídicas, com base na legislação possível. Tudo demanda debate e sobretudo investimento. Nada aqui se configura em cobrança direta para que entre no rol de prioridades das obras públicas, mas para que se entenda as causas e surjam as soluções a serem adotadas no futuro, para que no presente se preserve ao menos da forma como está, impedindo que se comprometa as intervenções quado o dinheiro aparecer ou quando se transformar na prioridade número um, inadiável.
As fotos desnudam os principais gargalos. Basta sair a pé para ver o quanto são extensos certos quarteirões. Dois exemplos saltam aos olhos: O quarteirão que vai da esquina da Prefeitura Velha até a esquina do cruzamento da Rua Henrique Alves com a Coronel Pedro Cícero, exatamente naquela viela que dá acesso ao centroç e o quarteirão da 15 de novembro, que num 'fôlego' só vai da esquina da igreja ao Mercado São Matheus.  Há  ruas que morrem do nada, como no entorno do Banco do Brasil, Caixa Econômica, Loja Popular e Delegacia Velha.  Isto dificulta tudo, do andar de idosos até mesmo o deslocamento e estacionamento de veículos e motos. Em pouco tempo, carrego e descarrego serão palavras proibidas no centro. Inadiável, portanto, o debate.

ABAIXO POSTAREMOS AS FOTOS EM TAMANHO MAIOR. A EXTENSÃO DESSA POSTAGEM REQUER COLABORAÇÃO, MELHORES ILUSTRAÇÕES, TRABALHO PROFISSIONAL. RECONHECEMOS O NOSSO AMADORISMO. É APENAS SUGESTÃO, ABORDAGEM RASA DE UM PROBLEMA SÉRIO E COMPLEXO.
Postagem de sugestão de Projetos de Leis e Decretos dependem do avanço dos debates. Nossas sugestões acerca são precárias por enquanto.


EM CONSTRUÇÃO


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