quarta-feira, 10 de maio de 2017

Tecnologia e Negócios, com Cláudio Marinho


Não há dúvida de que o mundo passa por uma revolução sem precedentes nos modelos de negócios. A Nintendo, aquela dos videogames dos nossos filhos, revolucionou tudo de novo agora com o Pokemon GO, um joguinho online para celulares. Juntou-se ao Google e “mandou” a moçada sair caçando os bonequinhos Pokemon pelo MEIO DA RUA, aos milhões (já tinha mais que usuários online no Twitter, por exemplo, nas primeiras duas semanas). Aquilo que nos desesperava como pais, ao ver os nossos meninos e meninas “grudados” nas telinhas sem sair de casa, mudou.
Agora eles vão à caça de celular em punho, apontando pra tudo que é lugar e catando os bichinhos virtuais que aparecem colados pelo GPS em todo canto do mundo. Isto é: o mundo virtual se encontrou de vez com o mundo físico,
aquele nosso conhecido das brincadeiras de rua. Mas o que isso tem a ver com uma coluna na NEGÓCIOS PE? Seguinte: há dois lugares preferidos pelos jogadores do Pokemon: os “ginásios” e os “pokestops”. Os primeiros são espaços (restaurantes, universidades, praças...) onde os usuários se encontram fisicamente para disputar entre si os bichinhos virtuais. Os outros são pontos de coletas de “vidas”, de bônus. Pense agora num restaurante, café ou loja “descolada” do shopping que vira um lugar desses. Consumidores em potencial para os seus produtos e serviços! Eles ficam horas. Têm

que comer, beber. E tem as compras de impulso. Prontos para ganhar dinheiro com os Pokemon players? Preparem seus negócios para recebê-los.


Rapidinha 1.
 Outra notícia boa para o Bairro do Recife: as instalações ociosas do moinho Bunge (cujas atividades se transferiram
integralmente para Suape) foram leiloadas e os compradores são empreendedores imobiliários do Recife. Vem por aí projeto legal de uso misto para o bairro. Aguardamos ansiosos.

 Rapidinha 2.
 Por falar em hotéis: ninguém anda avaliando com mais cuidado o impacto das plataformas online de hospedagem do tipo Airbnb sobre a nossa rede hoteleira. O Airbnb é “o Uber dos hotéis”. Ainda teremos muito choro e ranger de dentes pela frente. Muda, tudo muda.
  

A presença online da sua empresa permite uma “Google experience”?
 A empresa Google não provoca só a inveja das grandes corporações que fazem de tudo para replicar o seu ambiente de trabalho, mais descontraído e atraente para os jovens talentos inovadores. Acontece que há um impacto pior ainda sobre o seu negócio, qualquer que seja ele. É o que se poderia chamar de “anti-Google experience”, na linguagem dos designers de interfaces para a web e redes sociais. Peguemos o Sebrae, por exemplo, uma organização nacional de apoio aos pequenos negócios com mais de 600 pontos de presença em todo o Brasil. Setenta e três por cento das buscas na internet por apoio às micro e pequenas empresas que chegam aos serviços online do Sebrae são feitas a partir do Google. Isto é, chegam aos sites do Sebrae depois de ter a mais calibrada experiência de busca, que é exatamente a busca Google. Aí que mora o perigo. Poucas são as empresas ou instituições que conseguem replicar a facilidade e a qualidade da busca do Google nos seus sites corporativos. O usuário simplesmente desiste e vai buscar conteúdos e serviços em outras fontes. Cliente insatisfeito, cliente perdido. Todo cuidado é pouco num ambiente de negócios em transformação digital vertiginosa. Parafraseando a citação famosa da guerra e dos generais: a presença online do seu negócio é importante demais para estar nas mãos de qualquer “empresa de sites”. É assunto para o board da sua empresa.
  
Hotéis no Bairro do Recife.
 Uma boa notícia, a decisão anunciada pela rede hoteleira Ramada de instalar dois hotéis no Recife Antigo. Um deles ficará no quarteirão onde está o Paço do Frevo, vizinho ao Empresarial ITBC (que tem mais de 40 empresas do Porto Digital), entre a rua da Guia e a Domingos José Martins. O outro será na avenida Rio Branco, cujo projeto de construção de um boulevard para pedestres será iniciado pela Prefeitura ainda este ano. Parece que finalmente “caiu a ficha” para o setor hoteleiro. A diversidade de usos da revitalização com investimentos público-privados por que passa o Recife Antigo finalmente atraiu o interesse do setor. Já era hora. Agora falta o uso habitacional para nos aproximar mais ainda das melhores experiências de revitalização de centros históricos. Nós vamos chegar lá.

De: NEGÓCIOS PE

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Cláudio Marinho é um consultor em cenários e gestão estratégica para os setores público      e      privado.       É      sócio-fundador      da Porto      Marinho      Ltda(www.portomarinho.com)  no  Recife,  Pernambuco.  Trabalhou  por  26  anos  no setor público,  atuando na maior parte do tempo como executivo em diferentes  áreas.  Desligou-se  das  atividades  governamentais  em  2006,  quando  exercia  o cargo  de  Secretário  de  Planejamento  do  Governo  de  Pernambuco  depois  de  ter sido durante 7 anos (de 1999 a 2006) o Secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente  do  Estado.  Ele  é  especialmente  reconhecido  na  área  de  tecnologia  da informação   e   comunicação   por   ter   sido   o      coordenador   pelo   Governo   de Pernambuco  da  implantação  do  Porto  Digital  (www.portodigital.org),  um  dos melhores  parques  tecnológicos  urbanos  do  Brasil  para  a  economia  criativa  e empresas  de  TI,  situado  no  centro  histórico  do  Recife  onde  fica  o  escritório  da Porto Marinho. Na sua carreira profissional no setor público, foi Diretor de Planejamento Urbano da     URB/Recife     em     1986,     superintendente     da     FIDEM     (Fundação     de Desenvolvimento  da  Região Metropolitana  do  Recife)  em  1987  e  se  tornou Secretário   de   Planejamento   do   Governo   de  Pernambuco   em   1988/1989.   É paraibano,  engenheiro  civil  pela  UFPE  e  fez  especializações  no Mestrado  de Desenvolvimento  Urbano  da  UFPE  (1976/1977)  e  no  Doutorado  em  Economia do Setor Público da Unicamp (1990/1992).

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