quinta-feira, 6 de junho de 2013

Quebra de sigilo bancário. O alvo é o bando de sempre.

A Polícia Federal solicitou, anteontem, a quebra do sigilo bancário de uma conta-corrente no banco Santander, em São Bernardo do Campo (SP), pertencente a Freud Godoy, que foi assessor especial da Presidência durante o governo Lula, e à mulher de Freud, Simone Godoy.O objetivo é descobrir supostos beneficiários de repasses da conta durante o ano de 2003, entre eles o ex-presidente Lula, apontado pela PF mineira como alvo secundário do inquérito. O inquérito é considerado pela PF "filhote do mensalão".

Na conta no Santander foi depositado um cheque de R$ 98.500 emitido pela agência de publicidade SMP&B, do operador do mensalão, Marcos Valério. Freud e Simone podem responder por lavagem de dinheiro, caso não consigam comprovar a licitude da transação. Outro depósito, de R$ 150 mil, feito em março de 2004 na conta da empresa do casal, a Caso Comércio, também está na mira da PF. Freud alegou que o dinheiro vem da negociação de um imóvel.

Conforme mostrou ontem o jornal "Folha de S.Paulo", Valério recusou o benefício da delação premiada em outro inquérito, instaurado em Brasília, para investigar o suposto repasse de US$ 7 milhões da Portugal Telecom ao PT. Segundo acusou Valério, Lula e o ex-ministro Antonio Palocci negociaram o pagamento com o então presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta.

Em abril, ao ser ouvido em Belo Horizonte via carta precatória expedida pela Justiça do Distrito Federal, Valério declarou que só aceitaria o acordo de delação caso fosse beneficiado em todos os processos que responde, entre eles o do mensalão. Mas ele já foi condenado a mais de 40 anos de cadeia pelo Supremo Tribunal Federal. Independente da recusa da deleção premiada no caso Portugal Telecom, a investigação contra Freud e sua mulher está tramitando normalmente.

O pedido de quebra da conta do Santander foi enviado ao Ministério Público Federal em Minas. Caberá ao MPF remeter a solicitação à Justiça Federal de Belo Horizonte. Os investigadores estimam em 90 dias de prazo para a chegada da documentação, considerada essencial para as investigações. Em depoimento após ser condenado no mensalão, Valério contou que os R$ 98.500 foram transferidos a Freud para bancar despesas pessoais de Lula. Ao ser interrogado há um mês pela PF, em São Paulo, o casal afirmou se tratar de pagamento para a empresa Caso e Comércio por serviços prestados de segurança na campanha de Lula em 2002. ( O Globo)

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