quinta-feira, 13 de junho de 2013

Os caminhos de Serra

Nos últimos dias, o ex-governador de São Paulo José Serra começou a explicitar de forma direta sua intenção de atuar em uma estratégia da oposição para tentar impedir a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Com esse argumento, diz que continua disposto a se candidatar a presidente da República. A interlocutores, Serra tem reiterado que tem “muita energia e muita disposição para disputar de novo a eleição para presidente”. Porém, sustenta que não seria para prejudicar o colega de partido, o pré-candidato e senador Aécio Neves (MG).

As articulações, segundo contam os interlocutores de Serra, são no sentido de ampliar o campo das oposições e melhorar o desempenho dos adversários de Dilma em 2014, garantindo, assim, ao menos o segundo turno. A ideia, dizem, é enfraquecer Dilma, mesmo que isso represente sua saída do PSDB.

No PSDB, Serra tenta convencer os colegas de que não fará nada contra Aécio porque “o momento é único” para tirar o PT do poder. Em sua estratégia, dizem aliados, ele teria três alternativas: ficar no partido para ajudar Aécio; sair do PSDB para apoiar Eduardo Campos; ou entrar no MD para ser candidato e tirar votos de Dilma em São Paulo.

— Fica claro que Serra pode seguir vários caminhos para enfrentar Dilma. Sempre dentro de uma estratégia da oposição para tirar votos dela em São Paulo. Serra está consciente de que esse não pode ser um projeto para tirar votos de Aécio — garante um dos seus interlocutores no Congresso. O pré-candidato Aécio Neves reforça o discurso — Na longa conversa que tive com o Serra, antes da convenção do PSDB, ele deixou claro que o inimigo a combater era o PT. E que estaríamos juntos para derrotar o PT.

Para não criar mais desconfiança entre os tucanos, Serra tem repetido que não quer prejudicar Aécio, inclusive em conversas com o ex-presidente Fernando Henrique. O presidente do MD, Roberto Freire, afirma que Serra está disposto a atuar com destaque nas eleições do ano que vem. — Ele está com toda a disposição para continuar atuando politicamente — disse o presidente do MD, que esteve com Eduardo Campos (PE), quando o socialista assegurou que continua candidato. (O Globo)

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