quarta-feira, 22 de maio de 2013

Jarbas defende Joaquim Barbosa

Senador diz que declaração de Barbosa, sobre submissão do Congresso e que partidos são ‘de mentirinha’, reflete opinião da população

Maia Limar

BRASÍLIA — O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) foi à tribuna do Senado para se solidarizar com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, em função da reação contundente de líderes e parlamentares da Câmara e Senado, contra declarações dadas por ele em palestra a alunos do Instituto de Educação Superior (Iesb), na semana passada. Joaquim Barbosa disse que o Congresso é submisso ao Executivo, ineficiente e que os partidos políticos são de “mentirinha”. Jarbas chamou de infelizes declarações do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de que as críticas do presidente do STF não colaboram para o fortalecimento das instituições democráticas.

— Eu discordo frontalmente da declaração infeliz (de Renan) e acho que a declaração é verdadeira, é o que o povo pensa, o que o povo acha e o que o povo tem dito, reiteradamente, com relação à classe política, aos partidos e a essas duas Casas Legislativas que integram o Congresso Nacional —disse Jarbas .

Da tribuna, o senador peemedebista citou a abordagem da polêmica feita pelos colunistas Dora Kramer, do Estadão, e Ancelmo Góis, do GLOBO. “Neste caso, o presidente do Supremo tem razão. Um sistema partidário com dezenas de partidos, quase todos inodoros, insípidos, assexuados, sem ideias ou ideologia, é, ou não é, de mentirinha? Cartas para a Redação”, diz a nota de Ancelmo lida por Jarbas Vasconcelos.

— Quando ele diz “Cartas para a Redação”, por curiosidade, este orador foi olhar no mesmo jornal, a edição de hoje (ontem) de O GLOBO, que publica cerca de 20 a 30 cartas à redação e, dessas cartas, 13 – o número do PT, inclusive – são de aplausos, de concordância e de referência à figura do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa — disse Jarbas, passando a ler algumas das cartas de leitores publicada pelo GLOBO.

— Será que quem mentiu foi o Ministro Joaquim Barbosa? Claro que não. O Ministro Joaquim Barbosa disse aquilo que todos queriam dizer, ou tudo aquilo que todos dizem e que, muitas vezes, a população não tem condições de ouvir — concluiu Jarbas.

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