quarta-feira, 22 de maio de 2013

Está tudo como dantes.


Como se dizia na Europa no início do século 19 para ironicamente traduzir a imutabilidade no processo: “Esta tudo como dantes no quartel d’Abrantes”. Assim como em Portugal naquela época, está tudo dominado. Até o (ex) D.João VI de Petrolina está medroso e querendo fugir para o PT, pular a cerca.
Fiquei sem postar por alguns dias. Também fugi da leitura de blogs e jornais. A primeira coisa com que me deparei finda a reclusão intencional foi com a leitura de um texto sabidamente preparado na cozinha de Dilma. Quem lia era um radialista de Araripina, que pelo visto nem se dava conta de que está(va) 'dominado' e a serviço, mesmo sem receber bolsa alguma. E ele falava justamente da revolta dos 'bolsistas', reproduzindo a opinião de Dilma. Como não acredito em idiotice nas bandas daquela emissora de rádio, fiquei com a impressão de que alguém da terrinha está 'apanhando' por tabela para ficar mais 'ligado'.
Nada mudou. Está enfadonho tanto quanto indefinido. Para quem preserva o nome, está difícil opinião. Aparentemente, quem tiver mão mais comprida para puxar no rabo rival é quem vai mais longe.
Hoje voltei aos blogs e o que vi foi o de antes. A provável rendição/traição de Fernando Bezerra é o prato principal e o resto é acessório. O certo é que não dava para imaginar que um político que já mudou de partido quase uma dúzia de vezes viraria ator principal do processo sucessório. Mas virou. Sem forçar a memória, lembrei do imbróglio vivido em Araripina quando Alexandre Arraes assumiu o poder e as consequentes viradas de casaca que aconteciam a cada vez que Lula Sampaio voltava a sentar no trono. Já tinha gente com uma camisa laranja e outra amarela dentro da bolsa ou socada na calça. Transportando o caso para Recife, vem à memória Diana do Pastoril, ou Diana Sonhadora. Fernando Bezerra é a nova Diana - Uma roupa para Eduardo e outra para Dilma, a depender de onde esteja e com quem esteja. A vida do ministro vai virar uma comédia caso Ariano Suassuna se interesse pelo caso.
Decida aí se a gente continua falando de política ou se passa a publicar receita de cajuína. Mas curta Diana do Pastoril. É oportuno. Até para explicar a razão da falta de gosto momentâneo pelos temas em voga.

Para quem esqueceu a letra de Diana Sonhadora
"....
De uma Diana sonhadora que divide
a sua roupa com as cores da vitória

Será vermelho? Será azul?
Quem se conforma escolhe um
Mas a Diana é quem está certa
Pois viver dos dois cordões é ter a vida sempre em festa"

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