domingo, 14 de abril de 2013

A energia que falta


Nas próximas quarta e quinta-feira, dias 17 e 18, recife recebe a segunda edição do PE Business Energias Renováveis, conferência que visa debater o potencial do Estado no setor. O encontro reúne, no Centro de Convenções, empresas nacionais e internacionais, além do Governo o Estado, para dialogar sobre oportuidades de negócios do setor em terras pernambucanas e a necessidade de atrair investimentos para alternativas sustentáveis de geração de energia. O encontro também é aberto para instituições de classe, estudiosos e ao público em geral, e integra a 5ª Feira de Fornecedores Industriais - Forind NE.

O primeiro dia do evento terá como tema o fomento de novos negócios para o setor de renováveis. O segundo dia da conferência debate as energias renováveis como vetor do desenvolvimento técnico, econômico, social e ambiental. Entre os debatedores estão representantes de empresas como IMPSA, ABEEólica, Chesf, Gestamp, Renova Energia, entre outras.

Na ocasião, também será lançada a segunda edição da revista PE Business, apresentando um cenário da energia sustentável no Brasil e no Estado, assim como o projeto do Atlas Eólico de Pernambuco, desenvolvido pela diretora da Aerospacial, empresa de consultoria energética, Caaren Studzinski.

O Brasil é o primeiro colocado no ranking de produção de energia limpa do mundo. De acordo com o Balanço Energético Nacional 2012, do Ministério de Minas e Energia (MME), mais de 88% da energia elétrica brasileira é proveniente das fontes renováveis. Contudo, diante do histórico de secas, outros fenômenos climáticos e a atuação desmedida do homem, se tornou indispensável a diversificação das fontes primárias de energia e o debate sobre o tema.

Nos últimos anos, o país avançou consideravelmente no setor eólico e na biomassa, e as esferas público e privada estão focadas em avançar no desenvolvimento da cadeia produtiva dessas fontes. Nesse cenário, Pernambuco ganha destaque com o esforço para atrair novos investidores da cadeia eólica para o estado. Com uma localização geográfica privilegiada, incentivo fiscal e infraestrutura encontradas no Complexo Industrial Portuário de Suape, o governo consegue prospectar empresas.

"Desenvolvemos uma estratégia de atração de investimentos baseada nos pilares de mercado, localização e suporte governamental. Durante o evento, vamos reunir os principais fornecedores do país e apresentar e o que podemos oferecer às empresas que se instalarem aqui", destaca o presidente da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (AD Diper), Roberto Abreu e Lima. Dessa forma, Pernambuco também tem capacidade para desenvolver o cluster de outras cadeias energéticas, como a energia solar.

Nos próximos anos, o Estado deve receber, pelo menos, quatro usinas solares. O município de Petrolina terá uma termossolar, com potência instalada de 1 MWp, e uma fotovoltaica, que irá produzir 3 MWp, ambas na Plataforma Solar Chesf. Já a Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, vai abrigar uma fotovoltaica com potência de 1 MWp, enquanto o arquipélago de Fernando de Noronha terá uma usina solar fotovoltaica de 400 KWp de potência.
(Do blog de Jamildo)

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