sexta-feira, 8 de março de 2013

A Reforma insuficiente, o que já chegou e os dias que já passaram


A reforma administrativa do prefeito Alexandre Arraes não será suficiente para cobrir com o 'lençol curto' todos aqueles que desejam servir ao público por meio de um emprego na prefeitura. Já é dado como certo que grande parte da lista de indicações terá que ficar em cima do birô principal aguardando vaga nas empresas que querem gente qualificada e também aquelas vagas geradas por programas e projetos que venham a ser celebrados ou executados mais adiante.
A crise financeira nacional está se agravando e a tendência é de queda na arrecadação. Para ser muito sincero, a crise poderá encurtar ainda mais o orçamento dos municípios, e o gasto de hoje com pessoal poderá ser superior a 54% da arrecadação em poucos meses, levando Alexandre e muitos colegas a descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e, por isso, entrarem na lista de fichas-suja justamente pelos empregos a mais que deram. Sem contar as demandas judiciais, que arrancam da conta do FPM sempre gordas parcelas. Estas são muitas. Em Araripna, mais ainda.

DILEMA E SORTEAlexandre vai ter que fazer escolhas difíceis. Por exemplo: Vai pagar altas cifras ao INSS para reconquistar a CND e o direito de receber verbas da União ou vai ficar inadimplente para o resto da vida, deixando Araripina sem direito a celebrar convênios federais?
Entre outras coisas, Alexandre ganhou para isto. O chá é amargo, mas tem que ser tomado.
A parte que corresponde a trazer verbas e obras do Estado está sendo cumprida à risca. Isto está salvando Araripina de cáos administrativo e paralisia geral no setor público. É a sorte. Se dependessemos apenas de conjuntura nacional e da herança deixada por vários antecessores, o cáos seria geral e sem luz aparente no fim do túnel. A sorte de Araripina tem sido o 'parente' do prefeito chamado Eduardo Campos. Ele já atendeu ao primo com as estradas de Rancharia e do Aeroporto, com a perimetral, com poços e barragens, com uma UPA 23 Horas e Centro de Hemodiálise, com o corpo de bombeiros e mais algumas surpresas boas que logo serão anunciadas. De Recife, nada temos a lamentar ou reclamar, e este foi o mote da campanha. Brasília é que continua cinzenta.

A LUZRenegociar uma dívida superior a R$ 100 milhões com o INSS e voltar a receber verbas federais; colocar as pessoas certas na função certa e extrair o máximo delas; valorizar bem e usar melhor ainda o corpo de servidores efetivos, respeitando suas caracteísticas, cargos e funções - para que produzam o máximo e destravem a máquina municipal; fazer render a massa para fabricar muitos pães com poucos recursos; não ter medo de dizer a verdade logo cedo, para que cada um comece a encontrar caminhos alternativos àqueles que sonhava ou gerou na campanha; PISAR FUNDO e sem medo de realizar o que está ao alcance, porque toda prefeitura é pobre mas nunca quebra. Esta é a receita básica. Até porque, sem arrodeios, o prefeito já sabe com quem pode contar muito, com quem pode contar pouco e com quem pode contar para atrapalhar. A cantiga da perua é uma só e nunca muda.
É certo que os aliados/colaboradores estão estranhando o que chamam de centralização e temem dizer isso diretamente ao chefe. Eu não tenho esse medo porque nunca temi pagar o preço da verdade. É melhor do que o da mentira e da falsidade. Talvez Alexandre ainda não tenha descentralizado justamente porque não sentou no alto do centro para apontar em direção às bordas. É provável que tenha usado os dias que passaram para maturar, contar, medir paciência e impaciência, para, talvez agora, delegar, acompanhar e cobrar. Entendam: o que eu disse é 'certo' é fato e o que eu disse 'talvez' é conjectura.

Ademais, nem precisava afirmar que a reforma administrativa foi insuficiente. Nenhuma reforma administrativa é suficiente para estender cobertor. Sempre haverá um pé descoberto e uma boca gritando por isso. O que não pode é a máquina ficar esperando o silêncio total para só então começar a funcionar plenamente.
Já deram na chave. Agora apontem no rumo certo e acelerem! - Sem esquecer que "Araripina é um lugar em construção" e que por isso todo cuidado é pouco.
Araripina está querendo dar um novo abraço na properidade e na bonança e está querendo colaborar. Boa sorte, Alexandre - (E se espirrar no caminho, saúde).

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