quinta-feira, 28 de março de 2013

PERDÃO DA DÍVIDA DOS AGRICULTORES SERÁ COBRADO POR EDUARDO



Governador vai propor a Dilma o perdão da dívida dos agricultores
O governador Eduardo Campos (PSB) já tem na “ponta da língua” o que vai apresentar para a presidente Dilma Rousseff (PT) durante o encontro dos governadores nordestinos, em Fortaleza, na próxima terça-feira (2). As sugestões têm como alvo amenizar os efeitos da seca na região. O socialista vai propor, entre outros, a anistia das dívidas dos pequenos agricultores para reconstruir a base econômica do semiárido e Sertão. A outra é apresentar mecanismo, já adotado pelo Governo do Estado, de aplicar os recursos fundo a fundo para desburocratizar o repasse de verbas da União para os estados e municípios.

Seguindo esse raciocínio, o governador vai apresentar à presidente Dilma a experiência do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM). Aprovado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, a iniciativa deve injetar R$ 228 milhões nos cofres municipais.

Na avaliação de Eduardo, o Governo Federal precisa ter coragem para fazer as mudanças. “Se na hora em que estamos emprestando dinheiro subsidiado aos grandes grupos econômicos, temos que ter coragem para custear a anistia da agricultura familiar. Estamos tendo a seca mais dura dos últimos 70 anos. Estamos praticamente dizimando 60% do rebanho que se tinha”, alertou.

O socialista lembrou que os ministérios da Saúde e da Educação usam esse modelo para aplicar verbas do SUS e do Fundeb e enfatizou que todas as transações entre União, Estados e municípios passem a ser fiscalizadas pelos órgãos de controle como os Tribunais de Contas e da União e da Controladoria Geral da União.

Ao ser questionado se o modelo de repasse de recursos adotado pelo Governo Federal estava ultrapassado, Eduardo disse que a metodologia precisava ser aperfeiçoada. Segundo ele, um olhar na reconstrução da base econômica da região passa por reabilitar a agricultura familiar. “Como é que você vai, a partir de um solo seco, acumulando duas, três dívidas de safras que deram zero, poder tomar novo dinheiro para pagar seu sustento e pagar a dívida?”, questionou.

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