sexta-feira, 15 de março de 2013

Os sem voto nem história do PSDB empurraram José Serra indicando-lhe a porta de saída em tom ríspido e desrespeitoso. Parece que agora ele sairá do partido que criou e fez crescer. Saindo, deverá se compor com Eduardo Campos.


A "revolução" prevista pelo ex-governador Alberto Goldman em entrevista na quarta-feira 13 ao 247 está em curso. Foi com esse termo que ele se referiu à possibilidade de o ex-governador José Serra deixar o partido pelo qual concorreu duas vezes à Presidência da República – e Serra nunca esteve tão perto de deixar o ninho azul e amarelo.
Sentindo ser alvo de "uma ofensa" dentro da agremiação – é esse o termo que Serra tem usado a amigos e, mais insistentemente, ao mais amigo Fernando Henrique Cardoso --, Serra está mandando um recado direto para o presidente da legenda, seu ex-amigo Sérgio Guerra, e ao senador Aécio Neves: ou entra na convenção partidária, adiada de final de março para maio, com tudo certo para ser eleito presidente do PSDB, ou pega suas intenções de voto para presidente da República e muda de partido.
No PPS de Roberto Freire, a quem a estratégia política, como governador, em 2010, elegeu deputado federal por São Paulo, tudo está pronto para recebê-lo. A prontidão em benefício de Serra igualmente foi adiantada por 247, no início do ano. O acréscimo, agora, é uma manobra esperta. Outra, de resto. O PPS já tem tudo pronto para se fundir com o inexpressivo PMN. A fusão abriria novas condições legais para migrações partidárias, o que poderia engordar a legenda com serristas de todo o País. O estrago nas fileiras tucanas seria considerável.
Pessoalmente, Serra está a um passo de se dirigir a caminho da porta de saída. O discurso de se sentir ofendido é uma preparação clara neste sentido. E, efetivamente, faz sentido. Assim que perdeu a eleição para presidente, em 2010, Guerra, pelo PSDB, o tripudiou, acenando com o prêmio de consolação de presidir o Instituto Teotônio Vilela. No entanto, dias depois da divulgação da oferta, o cargo passou a ser ocupado por mais um dos adversários figadais do tucano entre os tucanos, o nunca amigo Tasso Jereissati. Agora, nos conchavos em torno da convenção partidária que vai definir o comando para as eleições de 2014, sinais foram dados a Serra de que ele poderia ser o futuro secretário-geral do partido.

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