terça-feira, 12 de março de 2013

Dois meses e doze dias

Hoje, 12 de março, é uma data qualquer. Contudo, li algo relacionado a julgamento sumário da administração de Alexandre Arraes (PSB), que está no começo do começo, mas já 'mereceu' julgamento que se deve fazer em outubro de 2016.
A inquietação humana é transcendental. Inquietação.... Inquietação é a palavra. Ouve-se dizer que quanto mais novo mais inquieto e que quanto mais velho mais acomodado. Em se tratando de política, a coisa não é bem assim. Em se tratando de interesses individuais, menos ainda.
Sem medo de ser atropelado por fatos desconhecidos, eu tenho dito e reafirmo que é gastança de saliva cobrar da OTL e da Flamac que enterre cano sem escavar a cidade. O que devemos exigir é o 'transtorno mínimo' e o reparo rápido. Infelizmente não temos tecnologia nem dinheiro para trabalhar com intevenção e transtorno zero, usando sondas modernas. Até que se enterre o último cano e que depois a empresa do esgotamento sanitário volte escavando as laterais das ruas para fazer as ligações condominiais aos canos centrais, o jeito é fazer pressão para que ocorra rápido e com menos transforno e também fazer cara de paisagem. Também podemos exigir explicações sobre o diâmetro dos canos. O que não podemos pedir é que se pare a obra e deixe a cidade sem saneamento. Quem acha que ela já é saneada talvez nem saiba o que é coleta. Eu sou a pessoa menos indicada para falar de transtono causado pela obra,  pois fui o primeiro a trabalhar na confecção desse projeto de saneamento e mesmo a aprová-lo quando Ciro Gomes ainda era ministro de Lula. A verba só não saiu porque Araripina estava inadimplente.

Voltando aos DOIS MESES E DOZE DIAS DE ALEXANDRE ARRAES. Passei rápido ontem na prefeitura. Vi por lá tanta gente nova e tão poucas cadeiras para acolher tanta gente que fiquei sem saber como podem produzir adequadamente. Numa única sala, duas secretarias funcionando. Quando chega um penetra, algum servidor precisa se levantar e ficar de pé para recepcionar o visitante. Um que escrevia, tentava fingir que era só ele e a tela do computador.
Aí me perguntei: E ainda há tanto ruído por conta de emprego? Aquele prédio antigo, depois de reformado tantas vezes, suporta ainda mais gente e mais peso? Fiquei com uma leve certeza: O melhor seria procurar saber quem indicou tanta gente e quem deixou de indicar. E fiquei com outra leve certeza: A campanha de Alexandre foi conduzida por muitas cabeças e muitas mãos que se juntaram para evitar a permanência direta de Lula, ou indireta, via sua candidata. Daí, por ser obra coletiva, muitos se sentiram patronos da vitória e credores de muitos favores. E conclui, precitadamente: Deve ser por isso que ainda há tanta gente querendo lugar nessas salas abarrotadas da prefeitura. E o ruído que se ouve intra-muros é em virtude disso, mas nunca um julgamento da administração, pois ela ainda está só no começo do começo. Prova disso é que a oposição não faz barulho, apenas ouve.

Contudo, algumas respostas já podem ser dadas acerca do perfil de Alexandre Arraes.
Ele é populista? É não! Nem de longe. Nem que tentasse ser. Mas erra feio e entra em contrdição quem acha que isso é ruim. Se votaram contra o que lá estava por ser ele um populista e como todos os demais trabalhar desfocado e sem levar em conta o planejado, não há do que se reclamar.
Ele é simpático, carismático? Aí depende do seu gosto. Para quem tem alergia a falsidade como eu tenho, a sobriedade e regularidade dos atos, gestos e atitudes deve prevalecer. Não podemos fazer comparações (públicas) com quem morreu, muito menos com quem está vivo. Julge se achar que pode e deve julgar.
Ele é trabalhador? Pode-se ir atrás de outros defeitos, menos o de preguiçoso para colocar no filho de Dona Suzete e seu Expedito Arraes. Respeitador e trabalhador ele sempre foi. Desde o tempo que vendia 'puim' e 'resíduo' de algodão para alimentar animais e que cuidava do Café Araripe, empresa que quebrou como todas as torrefações tradicionais do Nordeste e do Brasil, atropeladas que foram pelas grandes empresas do ramo.
Tem prestígio no Palácio? Indispensável a resposta. Chega um momento em que  todo político se apresenta como pai de toda obra. Mas o pai é aquele que senta na cadeira, traz e inaugura. Do contrário, eu, eu aqui,  que pedi a Adutora do Oeste e o Centro Tecnológico a Jarbas Vasconcelos todos os meses da sua gestão e até mesmo antes de se eleger governador, e ainda futucava através do Jornal Voz do Sertão, empurrando a sua porta palaciana sem pedir licença, seria o pai da a Adutora. O próprio Jarbas testemunhou isso em gravação, mas eu me recuso a assumir qualquer paternidade - Podem dar risadas. Mas aqui todos sabem quem pegou o microfone e depois foi ao cartório mandar 'registrar a paternidade'. A estrada de Rancharia está ficando pronta e foi Alexandre quem trouxe, inslusive sendo processado porque estaria prometendo trazer. A estrada do Aeroporto, a perimetral e o que está sendo realizado além dessas de maior vulto são fruto dessa aproximação diferenciada do prefeito de Araripina com o Palácio.
Ligação com o palácio faz a diferença? Faz e está fazendo. E foi por isso que Alexandre se firmou candidato dentro do arco de alianças. À sua frente nas pesquisas estava Valmir Filho, que vinha sustentanto a oposição com ações e também com combate. Todos, sem excessão, de Valdeir Batista, passando por Bringel, por Valmir Lacerda, Divanágoras, e até mesmo Raimundo Pimentel, abriram mão de suas ambições pessoais e declaraam apoio a Alexandre, por ser o preferido do Palácio e por poder tirar Araripina do isolamento a que estava submetida, em virtude de atropelos administrativos e falta de credibilidade. Só depois que Lula sinalizou que recuaria de suas pretensões Raimundo Pimentel tirou o pé que colocara no palanque de Alexandre e começou a avançar com seu projeto original.

Qual era a reclamação?
Estávamos na rabeira, perdendo espaço, sem hospitais, pegando a estrada para depois pegar filas longe de casa. Estávamos sem poder transitar na perimetral, sem poder fazer caminhada; O aeroporto estava inservível e as autoridades sequer queriam usá-lo para evitar o constrangimento de passar 30 minutos desviando buraco até chegar à sede. Também reclamávamos da falta de saneamento, da falta de uma lagoa de estabilizção para tatar os esgotos; Rancharia se levantava: "Sem estrada, sem voto!". A encanação (água na torneira) era e continua sendo motivo de críticas e queixas.
Pois tudo isso está sendo enfrentado. O que era briga por asfalto está quase superado. Veio tudo. Como já havia chegado a estrada de Nascente. Como se diz no ditado popular: "Estamos de bucho cheio" nesse aspecto. O esgoto está sendo feito a trancos e barrancos e a 'encanação' está sendo ampliada. Por outro lado, o Centro de Hemodiálise está licitado e logo será iniciado, para conclusão em seis meses; uma UPA 24 Horas foi liberada e até mesmo um hospital para Nascente está previsto.
Só não se entrega tudo isso pronto em apenas DOIS MESES E DOZE DIAS.
Um lembrete: Alexandre é muito ruim de propaganda. Se fosse Bringel estaria cobrindo o céu de fogos.

DIGO SEM MEDO DE PATRULHAMENTO
Votei em Alexandre, todos sabem. Fiz parte do seu palanque. Tenho meus motivos para apresentar queixas individuais quanto ao período eleitoral. Só não faço isso publicamente. Motivos pessoais não abastecem esse blog. Tento evitar ao máximo. Afinal de contas, queixas, todos têm.
Contudo, não posso andar descasado dos fatos.  Nunca usei o blog para fazer pressão ou chantagem. Olhem para o lado direito superior do Meu Araripe e verão duas 'bandeiras' nossas: "Médico para Araripina' e "Água". Levantei a voz e a manti em tom elevado o tempo todo, inclusive quando muitos silenciavam. Nunca retirei daí, nem a pedido, nem à base de pressão. As 'bandeiras' ainda estão desfraldadas e quando Alexandre ainda era vice e aliado de Lula Sampaio, apesar de aqui narrar que as obras estão sendo realizadas e de testemunhar todos os dias que o Hospital Santa Maria melhorou muito, está com plantonistas e até com laboratório 24 horas, por meio de parceria. Mas sei que ainda não está como deveria, até porque as promessas não se concretizaram, embora caminhem para isso. Isto eu tenho dito e repetido. É dever e não virtude.

Outras perguntas podem ser feitas: A cidade está mais limpa? Os salários de quem é funcionário está em dia? As escolas e o transporte escolar estão funcionando bem? O sistema de atenção/proteção social está bem como deveria? Os assessores/secretários/chefes nomeados estão demonstrando capacidade e paciência para solucionar problemas e enfrentar situações adversas como se espera?
Se a sua resposta é sim, procure a pessoa certa e aponte as falhas. Mas se você é daqueles que gosta de arrancar cobra com a mão dos outros, me procure que eu mando um aviso para o homem.
Isto é uma coisa. Outra coisa é criar clima negativo em virtude de empregos. Mas se eu lembrar de algum que foi prometido na presença do prefeito, eu cobro. Na presença do prefeito.

SEM ARRODEIOS, resta dizer que Alexandre Arraes será julgado pelo que conseguir mostrar de concreto até o final de sua gestão. O povo sabe dividir o período em quatro partes. Primeiro, segundo, terceiro e quarto anos. E é justamente no quarto, quando a maior parte das promessas podem ter sido cumpridas, que vem o julgamento definitivo.
Para encerrar, gostaria de frisar que o açougue e o matadouro de Araripina lembram imagens medievais. Sobretudo depois que a Rede Globo usou o Fantástico para mostrar que tipo de carne chega à nossa casa.
Se eu fosse o prefeito de Araripina, usaria a quota-extra de FPM prometida por Eduardo Campos para construir um novo matadouro lá para as bandas de Gergelim e Lagoa do Barro. E lutaria para eliminar o gargalo que emperra a liberação dos recursos necessários à reforma do Hortigranjeiro. Aquele xiqueiro está amarrotando a nova perimetral.
Também se eu fosse prefeito, não contrataria nenhuma empresa de fora para fazer propaganda. Usaria a prata da casa. Até para aperfeiçoar profissionalmente essa turma que ajudou na campanha pelo 0800. Quem fez opção por gente de fora se deu mal. Cito Bringel, que trouxe empresa de Recife para fazer sua primeira campanha, a que perdeu para 'os meninos' que faziam a comunicação de Dionéa Lacerda, e recentemente Valdeir Batista, que trouxe uma equipe de Fortaleza para resolver seus problemas com o IBOPE e isto não aconteceu.
Ontem me pediram para falar sobre Araripina e esquecer temas nacionais. Estou falando, embora não seja notícia e sim opinião.
Então, resta pedir desculpas:
1) Aos que frustei, por não fazer coro com a corrente que presiona por acomodação na máquina;
2) À maioria dos leitores do blog, que são de outras partes do País e entram aqui certos de que não terão que ler 'futricas' da paróquia. Peço que entendam a dificuldade que tenho para ser sincero e  equilibrar o blog.
Estou olhando aqui do meu andar de cima e vejo uma coisa: Alexandre está sentado na máquina e procura os pedais. O de acelerar é o direito, prefeito! Se pisar no outro 'a máquina vai girar ao contrário'.
Quem prometeu e disse que cumpriu que a máquina girou ao contrário foi Lula Sampaio.

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