terça-feira, 26 de março de 2013

Araripina perdeu o costume com muitas obras.


Araripina perdeu o costume com as obras de impacto, daquelas que mudam o cotidiano e também o cenário. Fazia tempo que isto acontecia, e o tempo de espera pode explicar. Os pássaros, as cobras e lagartos, e de resto todas as espécies da fauna também não gostam quando algum governo começa a construir uma hidrelétrica, ou uma grande obra estruturadora. Os bichos são obrigados a mudar de lugar, muito embora, em alguns casos, passem em seguida a conviver com a tranquilidade, a fartura e a mansidão de grandes e prósperos lagos.

Adiferença entre os elementos de uma fauna agredida por obras de grande impacto e a inteligente e promissora gente de Araripina é que os primeiros podem mudar de lugar facilmente, ao contrário do povo araripinense, que precisa da casa e da cidade para descansar, dormir e em seguida sair para outra jornada de produtivo trabalho.

Duas empresas faltaram com o respeito, agrediram, mudaram a rotina. Isso, inevitavelmente, levou o povo da cidade mais dinâmica desta banda de Sertão nordestino a sentir aversão pelas obras de impacto em geral. FLAMAC e OTL, que realizam obras de esgoto e abastecimento, por insistirem no erro, por não reduzirem o impacto negativo, contribuíram para 'esconder' o momento em que Araripina se trnaformou num canteiro de obras. De quebra, soma-se a isso o estilo do prefeito atual, o socialista Alexandre Arraes, averso a foguetório, a 'anestesias locais' e até mesmo a personalismo. Por ser mais retraído e dedicado à missão confiada, em vez de badalação e propaganda antecipada, a cidade começa a fazer comparações, descabidas ou não. Alexandre é tão diferente dos demais que sequer tira proveito da seca. É uma espécie de 'não político brasileiro'.  Resta provado,  mais uma vez, que propaganda, muitas vezes, é mais eficiente que as obras reais na formação do pensamento.

Um canteiro de obras para o qual não se pede aplauso

A cidade está daquele jeito. Além da buraqueira causada nas ruas pelas duas empresas que trocam esgoto e cano d'água, a Perimetral também está em obras, dificultando o atalho, ou fuga do centro. Isso cria mal estar. Máquinas pesadas transportando carradas de terra acabam de estourar o calçamento, deixando-o severamente  comprometido e irregular. Em contrapartida, cerca de duas mil casas construídas para as classes C e D mudam o perfil da cidade e o padrão de consumo das famílias, aquecendo juntamente com as demais obras o mercado local, diminuindo os efeitos da angustiante seca que dizimou as lavouras e rebanhos, sobretudo o manidocal, fonte mais democrática de distribuição de renda.

A parceria entre a prefeitura e o governo do Estado rende frutos, as obras chegam. Exemplos não faltam: Asfalto de Rancharia e Perimetral, estrada do Aeroporto, quadras esportivas, poços, saneamento básico, reforço da rede de distribuição de água, Centro de Hemodiálise, etc. Mas, do ponto de vista político falta uma coisa: Propaganda, informação. E do ponto de vista da cidadania falta outra caisa: Respeito aos moradores da cidade por parte das empresas que escavam as ruas e as deixam como estão.
Diante deste cenário, como se posicionará o prefeito Alexandre Arraes? Vai partir para o ataque e transformar realizações em popularidade ou permitir que surja ou ressurja outro 'mito' pouco operante?

Um comentário:

  1. Pelo amor de Deus, quando não se faz nenhuma obra na cidade se fala em esquecimento, abandono da Prefeitura e do Governo, quando se faz obras, é o "caos instalado", "estão acabando a cidade" etc. Gente, quando vocês vão perceber que a cidade está crescendo e questões de saneamento como essas duas grande obras são essenciais para suportar esse crescimento, fora os benefícios gerados com a conclusão das mesmas a nossa saúde. A Perimetral é outra obra que com certeza irá melhorar os acessos e qualidade de vida da população. Não se tem como fazer uma obra pequena que seja sem causar transtornos, será que só eu penso assim?" Reflitam

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