sábado, 2 de fevereiro de 2013

Existe elegância na ausência

Não é regra, mas em certas ausências existe elegância. Costumam dizer que o puxa-saco é aquele que nunca deixa de comparecer, sendo quase sempre o primeiro a chegar e também o primeiro a aplaudir, na ânsia de ser visto e lembrado.
Por esta ótica, toda ausência elegante é louvável. Pois, não havendo convite, quem vai é deselegante por está indo para onde em tese não é esperado ou desejado. Quem não vai sem convite, portanto, é elegante.
Transportando o assunto para a seara dos eventos públicos, o setor de cerimonial pode elevar ou rebaixar uma ou outra categoria. Quanto mais se convida, reduz-se a ausência de 'elegantes'. Pois se todos os presentes foram convidados, não há penetra deselegante.  Em contra-partida, quando os convites são feitos com mesquinhez ou descuido, boa parte de quem comparece não foi convidada e assim as ausências elegantes se avolumam, ficando o ambiente carregado de quem soma sempre o mesmo 'peso'.
Quem convida pouco como o Palácio do Planalto, corre o risco de ficar refém de gente como Renan. Assim acontece até nas currutelas governamentais. Todo cuidado é pouco nos eventos, sobretudo onde há ciumeira e por isso insegurança andando à cavalo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário