sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A mandarová, a seca e o fracasso do "Terra Produtiva"



 
Lagartas vorazes se proliferam com o desequilíbrio ecológico provocado pela longa estiagem e devoram as poucas plantas existentes. Em se tratando de mandiocultura, 2014 pode ser pior que  2013.

Deu a lógica. A estiagem se prolongou, o planejamento deu lugar à sede por lucro rápido, a rama não foi preservada em lugar nenhum do Nordeste e em Araripina a mandarová começa a destuir o pouco que restou do ano passado e dos poucos plantios deste ano. A combinação de fatores é preocupante. Em 2014, poderemos não ter rama alguma, diferente de 2013, quando algumas roças em Araripina serviram de alento para quem planejava fazer semente para a próxima safra.
TUDO DESENHADO
Todos sabiam que o inverno seria fraquísimo. Todos sabiam que não havia rama suficiente para aproveitar as poucas chuvas. Todos sabiam que a mandarová viria com força em virtude do desequilíbrio ecológico causado por estiagens sucessivas. O certo seria aproveitar a pouca rama para plantar em obediência às técnicas e cercado de cuidados. Poucos plantadores bem organizados e esclarecidos; áreas próximas para facilitar o combate às pragas; bom aproveitamento das poucas chuvas; boa mecanização; correção e adubação; tratos culturais impecáveis e veneno nas pragas. Só assim teríamos rama boa e suficiente para ganhar 2014. Assim não foi feito. A pouca rama foi 'atomizada'. Corremos o risco de nada ou muito pouco colher. Com certeza, aqueles que conseguirem salvar suas pequenas lavouras, certamente não terão resultados satisfatórios, nem de produção nem de formação de rama. Tudo como o previsto. Tudo como o discutido e alertado.

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