segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Tango furado

A fábrica de dinheiro de Cristina Kirchner, por Jorge Oviedo

Jorge Oviedo, O Globo
Cristina Kirchner emitiu tanta, mas tanta moeda em 2012, que chegou perto de igualar o volume total de dinheiro impresso por seu marido Néstor Kirchner em seus quatro anos e meio de mandato.
No ano passado, Cristina emitiu nada menos do que 715,9 milhões de unidades de papel-moeda, a uma taxa de quase dois milhões por dia, incluindo domingos, feriados, dias de folga e até mesmo os dias de greve.
Nesse rítmo, com apenas mais 37 dias, ou seja, na primeira semana de fevereiro próximo, ela emitiria (desde 1 de Janeiro de 2012) volume igual aos 789,9 milhões que foram lançados por Néstor entre 23 de maio de 2003 e 14 de dezembro de 2007.
Estas são as datas mais próximas da posse de Néstor (25 de maio de 2003) e de Cristina (10 de dezembro de 2007), uma vez que o Banco Central não emite moeda todos os dias.
Néstor Kirchner, pelo menos, tinha a desculpa de que parte do problema era lastrear as quase-moedas provinciais, que foram usadas como dinheiro, os Patagones de Buenos Aires, os Lecops, as Evitas e os Quebrachos, entre outros.
Esses papéis já eram utilizados como meio circulante não conversível, que em todo caso já influía nos preços como se fossem pesos, mas não nas estatísticas.
O problema aqui é que a ideia de que Cristina pode emitir para mitigar os efeitos da recessão, como nos Estados Unidos, não resiste a qualquer análise séria.

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