terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Brasil parado e desconfiado

Hemobrás de Goiana: estatal elefante-branco?

Uma informação inquietante sobre a fábrica da Hemobrás de Goiana vem na coluna de Ricardo Boechat, que requer esclarecimentos das autoridades ligadas ao setor em Pernambuco, já que se trata de um empreendimento que foi muito badalado antes e após a inauguração. Eis a nota na integra:
''O ano de 2012 acabou e nada de a Hemobrás produzir hemoderivados. Criada há sete anos, até aqui nem uma gota. A fábrica em Goiana, Pernambuco, virou um gigantesco frigorífico, que armazena plasma do País, envia à França para ser processado pela indústria LFB, que o vende depois ao Ministério da Saúde. Aliás, como a maioria do plasma brasileiro é coletado nas regiões Sul e Sudeste, ninguém sabe de quem foi a ideia de plantar a estatal elefante-branco em Pernambuco.''
Cabe aí a resposta a quem de direito no setor.
A Hemobrás de Goiana, à época da construção foi apresentada como a maior fábrica de hemoderivados da América Latina, numa área de 48 mil metros quadrados no município de Goiana, Zona da Mata Norte de Pernambuco, a 63 quilômetros do Recife. Foi feita para constituir uma das âncoras do Polo Farmacoquímico de Pernambuco, cuja área de 345 hectares pode abrigar 36 indústrias.

Segundo informações oficiais, a planta industrial terá capacidade para processar, anualmente, 500 mil litros de plasma, matéria-prima dos hemoderivados. A fábrica, segundo o informe, deve iniciar sua produção em 2014, elaborando os seguintes medicamentos: albumina, utilizada em pacientes queimados ou com cirrose e em cirurgias de grande porte; imunoglobulina, que funciona como anticorpo para pessoas com organismo sem defesa imunológica; fatores de coagulação VIII e IX, complexo protrombínico e fator de von Willebrand, destinado a pessoas com hemofilia.

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