sábado, 12 de janeiro de 2013

Araripina: Acomodação em curso diante de um cenário de seca e de retração da economia

Até que a reforma administrativa de Araripina seja votada e a equipe de trabalho inteiramente definida, haverá aquele 'barulho baixo'  característico de quem busca espaço. A base aliada sempre faz algum tipo de pressão, mas na atual conjuntura, em que se fala em equipe de trabalho e não em 'emprego',  a coisa ganha outra conotação.

RECEITA APERTADA
Ainda não é dado oficial, mas comenta-se que a Receita de 2012 foi inferior à de 2011, e que a de 2013 será inferior a de 2012. Isto quer dizer retração, com um enorme abismo: retração de receita sem diminuição dos preços, o que significa dizer que (na economia doméstica) o povo está comprando poucos itens e pagando mais do que pagava antes por tudo que precisava.
Ocorre que prefeito é diferente de pai de família. O máximo que ocorre a um pai é ser chamado de mesquinho ou pão duro se não der tudo que os filhos pedem. Ou de velhaco, quando compra o que lhe pedem mas não paga na bodega. Mas não é este o caso de uma prefeitura. O povo não gosta de ser complacente na fila de espera e geralmente pede muito. Ocorre que prefeito que não executar o orçamento conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal paga multa pesada, perde o cargo e entra na lista dos ficha-suja.

DILMA SURFANDO
Enquanto corta as verbas das prefeituras por meio de incentivos às indústrias de automóveis  e de geladeiras, e de toda linha branca (Redução do IPI que diminui o FPM), a presidente Dilma anda surfando em popularidade. O que envergonha o País é que os prefeitos não endurecem o jogo, aceitando pacificamente pagar o preço político, enquanto o PT retira ainda mais da classe média para sustentar seus programas eleitoreiros, que geram preguiça, vício e inaptidão para o trabalho, sem falar na evasão escolar que redunda em analfabetismo. Eduardo Campos levantou a bandeira dos prefeitos e governadores, mas parece que já se calou. Dizem que Dilma ameaçou cortar as verbas para projetos em Pernambuco.

AS OBRAS DE ALEXANDRE
O prefeito Alexandre Arraes vai entregar muitas obras de impacto, muitas delas através do governo do Estado. Perimetral duplicada, escolas de boa qualidade e estrada da Rancharia são alguns exemplos. É com este elenco de realizações que pretende atravessar a crise, equilibrando as finanças públicas para mais adiante iniciar uma outra etapa do seu mandato, com realizações pulverizadas.
MANDIOCA:  São Pedro não colaborou antes e parece que não quer colaborar agora com o ProgramaTerra Pronta, uma das vedetes da administração socialista em Araripina. Falta rama de mandioca no município e está quase no fim a de Alagoas, que foi usada para alimentação animal. Pelo visto, Alexandre terá que manobrar na primeira curva e transformar o programa em algo que venha salvar o ano de 2014 para os mandiocultores. Sem pressa, sem obcessão por quantidade e focando apenas em qualidade e quantidade exata de rama a ser produzida para plantio em 2014, o prefeito de Araripina pode fazer muito pelo setor sem correr risco de perdas de recursos e de energia e tempo dos agricultores.

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