sábado, 15 de dezembro de 2012

Sobre secretariado municipal

Sobre a pré-escolha de secretários municipais, há sempre uma regra que sigo para noticiar qualquer coisa:
1) Não converso com o prefeito eleito Alexandre Arraes;
2) Não converso com o pretenso convidado.
Não converso com o primeiro porque ele não revelará nada antes da coletiva de imprensa em que anunciará os nomes, sendo tempo perdido e falta de educação abortá-lo sobre o tema. Não converso com o pretenso convidado para ser secretário porque qualquer um que der com a língua nos dentes corre sério risco de ser desconvidado ou, o que é mais comum, ser 'fritado' pelos 'aliados da onça'.

No atual momento, não existe 'purgatório' para os prováveis convidados. Pelo menos não aparenta existir. Não há notícia de que algum nome tenha sido pré-escolhido para compor a equipe de Transição ou o futuro secretariado e  seu nome tenha sido  informado, de forma direta ou de forma sutil (convidado para algo relevante), para que as fogueiras fossem acesas.
É verdade que Alexandre Arraes não tem como chamar alguém para conversar ou converse por meio de telefone sem deixar vestígios. Seu escritório de trabalho é bastante 'vigiado' e, neste caso, há possibilidade de alguém, querendo influenciar nas escolhas finais, tente lançar prematuramente nomes para que este ganhe descrédito junto ao próprio prefeito, mesmo não tendo (o convidado)  revelado sequer parte do que conversou. Este é um mundo em que as serpentes crescem e se reproduzem muito rapidamente, até mesmo sem que o 'chefe' tome conhecimento.

EXEMPLO
Poucas pessoas são tão discretas quanto um ex-prefeito recente de certo município. Mesmo assim, muito do que ocorria em sua casa ou gabinetes acabava chegando às ruas e ao serpentário, para em seguida retornar ao então prefeito de forma distorcida, levando aquele a ter impressões equivocadas de algumas pessoas. Geralmente as pessoas que faziam as revelações cresciam em conceito e aqueles que queriam fazer a administração melhorar perdiam espaço. O gestor acabou sem condições políticas de concorrer à própria reeleição, embora com respaldo e apoio suficientes para conquistar o segundo mandato. Alexandre Arraes já assume a cadeira certo de que não terá direito à reeleição, o que aumenta o risco de 'contágio' da equipe. Portanto, precisará de muita habilidade e de 'vasculhas'  preventivas aos álbuns e publicações periódicas  da época para tomar as 'vacinas' que precisa. Não é verdade absoluta que não se deve administrar com olho no retrovisor. Muitas vezes é preciso parar o veículo e olhar para o longe (que ficou) para não pegar o beco errado e sem retorno.
De serpentário nenhum prefeito se livra. Eles surgem, crescem e se multiplicam em qualquer lugar com cheiro de dinheiro e poder. O problema é quando alguns entes de serpentário crescem e criam asas sem mudar de buraco.

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