quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O brasileiro que vai votar em 2014 é....

Lembra daquela  nova classe média que o IBGE inventou para reeleger Lula e eleger Dilma?
Lembra dos novos ricos que o PT criou e incentivou a ir às compras nas concessionárias de automóveis?
Lembra do prazo dilatado e da falsa baixa nos preços dos veículos sob o manto de isenção de IPI? (IPI este que só saiu da conta do FPM das prefeituras quebradas)
Lembra do empréstimo consignado inventado pelo PT para favorecer o BMG, aquele mesmo banco desconhecido que serviu ao mensalão?

Pois bem. É este universo que em 2014 vai às urnas em vez de ir às compras. Vai às urnas tendo ido ao escritório da SERASA, aos escritórios das empresas e dos SPCs de todo o País, sem encontrar solução que lhe caiba no bolso.
Este Brasil que foi às compras, estimulado pelas políticas de desenvolvimento com base no consumo não planejado e não no investimento consistente, é o Brasil que vai votar para eleger presidente, governador, deputado e senador no ano da copa. É este contingente que vai escolher a nova estrada a percorrer.

O Brasileiro comum, hoje em dia, tem o seguinte perfil:
1) Tem até metade do salário ou aposentadoria comprometido com empréstimos consignados, muitos deles já renegociados;
2) Foi fundo nos cartões de crédito, seja Visa, seja Master, seja American ou das Americanas, e agora não consegue mais pagar;
3) Comprou um automóvel novo para não causar desemprego no ABC paulista, e não consegue pagar as prestações, estando fugindo do cobrador do carro e com medo de  não conseguir pagar o  aluguel ou a prestação da casa;
4) Aderiu também a um consórcio, e agora descobriu que já pagou valor  suficiente para comprar o bem  que desejava, mas ainda deve metade das prestações;
5) Paga elevada carga de imposto para sustentar a corrupção e os programas assistencialistas que o governo criou, a fim empurrar com a barriga uma solução definitiva, que passa por geração de emprego e muita educação;
6) Não tem direito a escola de qualidade, nem a serviços de saúde, muito menos a segurança, tendo que pagar por tudo, independente da carga de impostos  estratosférica;
7) Está com medo de comprar o que  precisa e sobretudo com medo de perder o emprego para a crise financeira que se agiganta;
8) Não sabe e vai demorar a saber o que significa crescimento de apenas 1% do PIB contra 6% de inflação ao ano (Num país com taxa de fertilidade similar à do coelho e porteiras/fronteiras abertas para os vizinhos mais pobres);

Entre em qualquer loja, faça a mesma pergunta relativa ao que acabamos de abordar e fique com uma certeza: Apenas aquelas que são diretamente ligadas a um banco ou têm o seu próprio cartão, ou que trabalham com novos empréstimos estão conseguindo vender relativamente bem. Estas lojas  estão conseguindo atrair o consumidor mais cauteloso que fugiu da primeira tentação da falsa riqueza. Estes serão os endividados de amanhã.

Fazendo uma comparação com os Estados Unidos, podemos dizer que aquele País enfrentou uma crise porque emprestou a juros muito baixos a segunda ou a terceira casa para quem já morava bem. O Brasil inventou de ser rico e emprestou dinheiro a juro muitíssimo alto para o pessoal comprar bem de consumo de qualidade  duvidosa e até sem qualidade, quase tudo importado. Ou seja: Geramos emprego lá fora à custa do infortúnio de milhões de eleitores que agora são devedores e não negam.

Rose, aquela que 'amava' o Lula mas também amava o Zé Dirceu, agradece. Passe no Banco Espírito Santo, de Portugal, e saiba o motivo.

Para ser verdadeiramente verdadeiro, eu nunca votei no PT. Posso até ter cometido algum tipo de excesso e também votado errado. Mas se o fiz foi por excesso de zelo. Já fui mais duro quando o PT era mais forte. Agora só voltei ao tema para dizer: Eu avisei.
Sorria! Para tudo há um jeito.
Por ironia do destino, aparentemente, o futuro do Brasil depende do neto de Arraes com foto postada mais abaixo. E por que ele? - Também não votei (amos) nele. Porque ele é neto do primeiro  treinador do PT. E, por incrível que pareça, isto não é ruim. Para vencer os petistas, só o neto de um professor dos alunos que se deformaram com a sua morte. Miguel Arraes ensinou essa turma a gostar de povo, nunca a usá-lo como fazem os petistas e muitos de seus agregados.
É perigoso? Pode ser. Mas, pelo menos, é o único pré-candidato que conhece as manhas e armas dos petistas e provou que sabe governar. E, por cima,  o único nordestino que faz por merecer uma chance de governar o País. As outras alternativas são desconhecidas, pois o neto de Tancredo não se assume sequer candidato, tendo provado que também não se assume oposição. Portanto, não é quente nem é frio. Sem contar que traiu José Serra e o seu próprio partido várias vezes.

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