sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Novo Recife

Moura Dubeux diz que projeto Novo Recife vai mudar a face da metrópole



Imagem: divulgação
O empresário Eduardo Moura, porta-voz do grupo de construtoras que toca o projeto Novo Recife, no Cais José Estelita, disse nesta sexta-feira, após a aprovação do projeto pela PCR, que o novo bairro planejado vai mudar a face do Recife.

“O projeto vai dar outra centralidade à cidade, desenvolvendo uma área nova, que está descaracterizada. Vamos ter a recuperação das avenidas Imperial e Sul, criando espaço para que outros projetos comerciais e de habitação, como o Minha Casa, Minha Vida, possam se estabelecer. Hoje, muitas pessoas não moram ali porque não existe oferta, devido ao receio de morar na área, elas são obrigadas a morar em conjuntos habitacionais distantes”, observa.

Na avaliação da empresa, o projeto deve ainda ajudar na revitalização do Porto do Recife, em curso. “As primeiras revitalizações do Recife Antigo não deram certo justamente porque não havia moradias. Sem moradias, não há como revitalizar aquela área. Nós temos certeza de que o projeto Novo Recife vai ajudar a dar sustentabilidade aos projetos que estão em curso, como as Torres Gêmeas, os estabelecimentos comerciais e de entretenimento previstos com a modernização da área do porto do Recife”.

O grupo nega que a verticalização da área seja ruim para a mobilidade e argumenta que, a depender dos compradores dos imóveis, o projeto pode até mesmo ajudar na mobilidade geral da cidade. A empresa diz que o perfil dos compradores são médicos do pólo dos Coelhos, técnicos do Porto Digital e funcionários públicos que trabalham no Recife Antigo. “Se essas pessoas moram hoje em Candeias, Piedade, Casa Forte, elas podem querer morar ali próximo, bem ao lado do Porto Digital, das repartições, vão tirar muitos carros das ruas”, acredita.

Nesta linha de raciocínio, o executivo revela que a Moura Dubeuax discute com a PCR a instalação de uma linha de VLT, sobre os trilhos da antiga rede ferroviária, de modo a criar uma opção de transporte que retire mais carros das ruas. “Não precisa desocupar nada. Já tem a linha de trem. Com baixo impacto, podemos ter uma linha que serve aos moradores da cidade e também aos turistas. Uma linha que ligaria a estação de Metro de Afogados até o Forte do Brum. Agora, nesta ação, precisamos ter mais edifícios-garagem no entorno das estações de metrô, de modo que as pessoas possam deixar o carro lá e usar o transporte público. O desafio da nova gestão é criar condições para que a classe média use o metrô, não apenas as classes menos favorecidas. Só desta forma vamos tirar os carros da rua”, frisa.
A empresa comentou ainda que atendeu a todas as solicitações de medidas mitigadoras feitas pela Prefeitura do Recife e citou como exemplo a construção de novos acessos para a Ilha do Leite, com uma alça para a Ponte Joaquim Cardoso.

Com as obras, esá prevista ainda a construção de uma cilovia ligando o Cais José Estelita até a Avenida Norte (mais conhecida como Miguel Arraes).

Uma das contrapartidas é a a demolição do viaduto do Forte das Cinco Pontas, que além de livrar a vista do monumento dará uma bela vista da esplanada do caís José Estelita.

Haverá ainda um centro cultural nos armazéns, piers públicos, um jardim público com uma grande área verde, além de hoteis e serviços.

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