terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Conta de luz continua salgada.


Queda na conta de energia será menor que os 20% previstos para 2013

Sem grandes grupos, redução da média da tarifa é de 16,7% e governo avalia se compensa o setor
Danilo Fariello e Vivian Oswald, O Globo
O governo não conseguiu a adesão das principais empresas de energia elétrica, desconsiderando a adesão da estatal Eletrobras, na missão de reduzir as tarifas em 20,2% a partir de fevereiro. Com a recusa de grupos como Cesp, Cemig, Copel e Celesc, as contas do governo agora apontam para uma queda média de 16,7% das contas de energia em 2013. A data final para a apresentação das respostas das companhias elétricas foi esta terça-feira.
O governo agora vai avaliar se o Tesouro Nacional vai compensar com aportes no setor os recursos necessários para manter integralmente a promessa da presidente Dilma Rousseff de redução das tarifas no próximo ano. Os cálculos de queda de 20,2% também eram considerados pelo governo para se atingir a meta de inflação de 4,5% no próximo ano.
Na área de transmissão, 100% das empresas aceitaram a renovação mediante a redução das receitas. No setor de geração, a adesão foi equivalente a 15.301,43 megawatts (MW) do total de 25.452,3 MW.
O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, culpou as empresas que não aceitaram renovar as concessões pela diminuição do desconto prometido pela presidente nas tarifas em 2013.
- Quando eu tenho que empresas privadas e estatais decidiram pela prorrogação e estaduais decidiram pela não prorrogação, elas estão causando diretamente esse impacto

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