sábado, 8 de dezembro de 2012

2014 ainda não chegou mas já apresenta 'asas'. Sua Excelência, o fato, já mostra cores.


O ano de 2014 é singularmente diferente. Ele marca um grande evento nacional e um gigantesco evento planetário, tudo ocorrendo dentro do Brasil. A Copa do Mundo antecederá uma brutal batalha pelo poder. Depois da Copa do Mundo, seja lá quem venha a ser o campeão, se travará no Brasil uma eleição que tudo irá alterar, do batimento cardíaco aos planos de curto prazo.
É muito prematuro abordar sobre as duas principais cores que vão predominar  nas ruas de Araripina, embora o deputado Raimundo Pimentel já tenha dito, em entrevista, que conta com apoio político de cinco prefeitos e diversos grupos de oposição para pleitear, segundo ele, uma reeleição tranquila para a Assembleia Legislativa.  O parlamentar abordou o assunto ao ser questionado pelo âncora da Rádio Arari, Martinho Filho, se seria candidato a deputado federal. "Vai depender do que definir o governador Eduardo Campos", ressaltou Pimentel. Eduardo Campos, até onde sabemos, será candidato a presidente da República e buscará unidade em Pernambuco para sair daqui com 80% dos votos, o que lhe facilitaria uma chegada ao segundo turno.

É PROBLEMA!
 A campanha passada em Araripina se radicalizou com palavras, desnecessariamente, até porque as pesquisas apontavam do começo ao fim que o vencedor Alexandre Arraes não passaria do teto de 55%  e que a derrotada Socorro Pimentel não desceria do piso de 40%. Em virtude da rejeição a Lula Sampaio, quem estivesse do seu lado, em disputa polarizada, estaria fadado à derrota. Como gostam de dizer os mais antigos, brigaram e gastaram de besta. A batalha era apenas pelas 15 vagas da câmara. Em virtude daquele acirramento espantoso, fica difícil imaginar as bandeiras laranja e verde se misturando nas mãos dos mesmos militantes que se opuseram em 2012. Eis aí Sua Excelência, um fato. O fato em si é que há terreno fértil de sobra para aventuras, caso as duas tendências decidam testar no liquidificador eleitoral uma 'vitamina' de laranja com abacate.
O mais provável é que Alexandre Arraes convoque um dos aliados com 'tutano' para disputar o mandato de deputado estadual e Raimundo Pimentel vá para o embate com este nome. Neste caso, cada um buscaria seu deputado federal. Resta ainda a hipótese de Raimundo Pimentel sair candidato a deputado federal sem tentar a unidade em Araripina, lançando alguém do seu grupo na disputa pela sua vaga na Assembleia Legislativa. A esposa já está criteriosamente alojada no PSL, sigla que elegerá deputados com menor quantidade de votos que a exigida para eleger pelo PSB. Pimentel já provou que o pragmatismo fala mais alto que a fidelidade partidária. Neste caso, sairia híbrido politicamente em 2014: Ele pelo PSB para federal e a esposa a estadual pelo PSL. Alguém duvida? A turma que faz contas sai logo com a pergunta inevitável: Quem paga a conta dupla? Não tenho a resposta. Só perguntando a Bruno Araújo, que sempre fez campanha sem tirar um centavo do bolso.
O grupo de Alexandre Arraes pode e deve ser tão ou mais ambicioso e ousado. Pode pensar em eleger um federal e dois estaduais, sendo um federal e um estadual de Araripina e outro estadual de um município vizinho. Afinal de contas, aquela senhora chamada Ana Arraes, que vem a ser a mãe de Eduardo Campos, deixou sem 'dono' quase 400 mil votos ao virar ministra do TCU. Dez por cento disso, vindo de fora do Araripe, já é suficiente. Qualquer nome viável que este grupo venha a lançar já sairá de Araripina com 20 mil votos e da região com 40 mil. Quarenta mais quarenta é igual a 80. Com menos de 50 mil votos Eduardo Campos elegeu deputado federal em 2008.
Salve Sua Excelência, o fato - aqui chegando nas asas da imaginação.

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