sábado, 17 de novembro de 2012

QUER FUNCIONAR: Milho ou sorgo, caso não apareça mandioca

Aparecido Pianuci

A Maxx Amidos, conseguida para Araripina na administração Valdeir Batista, está se preparando para iniciar suas atividades. Cansada de esperar por mandioca, vai de milho ou de sorgo. O milho que vem de outros estado; o sorgo que poderá ser produzido na região mesmo.
Para a região, o sorgo tem uma vantagem: serve de ração para os rebanhos e poderá induzir a expansão de outra atividade que gera muitos empregos: a avicultura, já prevista no mesmo Plano Diretor que definiu eixos estratégicos para Araripina. .

MANDIOCA
Antenado com o problema e disposto a reerguer a atividade da mandiocultura em Araripina, o prefeito eleito Alexandre Arraes está com uma ação gigantesca engatilhada: "Terra Pronta" é o nome do programa que vai distribuir 8 metros cúbicos de maniva e 1,5 hectare de terra arada para cada pequeno plantador do tubérculo. Na região não há mandioca suficiente nem com boa maniva. Esta vem de fora. Ou seja: o que antes era dado e/ou desperdiçado, agora será comprado em lugar distante, provavelmente Alagoas, onde 'abunda' (?) a variedade sergipana, já testada e adaptada em nossa chapada.
Pelo ritmo das buscas por cadastramento, Alexandre vai precisar de estimáveis 24 mil  metros cúbicos de maniva. Isto corresponde a  aproximadamente 270 carradas de 90 metros cúbicos cada. Com esta iniciativa, o prefeito eleito poderá soerguer o setor que mais emprega, gera e distribui renda no município, e que por isso é a porta de saída para programas assistencialistas que geram preguiça e marasmo em qualquer parte do planeta. Com isto, já será forte candidato ao Prêmio "Prefeito Empreendedor" do SEBRAE.
Podem debitar no imponderável, ou na conta de São Pedro, a variável que define se vai ou se para tudo: CHUVA.
Leia aqui reportagem sobre o atraso da MAXX AMIDOS

A 'CONTA DO BESTA'
Os números da mandioca:
5 metros cúbicos de maniva é a média de consumo/ha
1,5 hectare de terra arada para cada pequeno produtor
3 mil produtores devem ser beneficiados
20 cm é o tamanho adequado de cada maniva
6 gemas por maniva é o ideal
2 centímetros deve ser o diâmetro mínimo da maniva
12 meses deve ser a idade da planta para colher a maniva
2.500 a 3.000 manivas é o que rende 1 metro cúbico
72 milhões de pés de mandioca é o que Alexandre Arraes deve ajudar a plantar para recomeçar a mandiocultura quase do zero em Araripina.

Em moeda legal e corrente no Brasil, somente o próprio Alexandre Arraes tem as 'contas do sabido' ou projeções feitas.

CUIDADOS FITOSANITÁRIOS
Antes de qualquer coisa, a prefeitura de Araripina, em parceria com o governo do estado, precisa destacar técnicos experientes para vistoriar as lavouras e contratar mão-de-obra braçal para arrancar as partes aéreas de plantas que apresentem sinais de doença nos mandiocais que serão adquiridos em Alagoas e em outros estados. Assim, reduz-se bastante o risco de trazer para o município maniva de plantas doentes.

O interventor Adalberto Freitas recebeu de Alexandre Arraes os indicativos necessários para a adoção de medidas visando à implantação do Programa 'Terra Pronta'. De pronto cuidou de fazer a máquina andar neste sentido. Reuniões com técnicos, produtores e órãos importantes foram realizadas. Planejamento genérico foi elaborado. Questões orçamentárias estão sendo vistas e revistas, para que pouca coisa fique fora do idealizado quando as chuvas começarem a cair. Há um detalhe: O ideal é que a terra já esteja pronta, inclusive com a devida correção de PH, quando as chuvas começarem a cair. Estamos sobre montanhas de gipsita, que tritudado vira gesso agrícola, o que reduz drasticamente a necessidade de calcário vindo de fora. Corrigir e adubar para plantar mandioca não é gastar, e sim fazer poupança rentábilíssima ou aplicação segura de curto prazo. Significa usar menor quantidade de terra e de horas de trabalho para produzir mais e lucrar o dobro.
Eduardo Campos, se é mesmo candidato a presidente, deveria entrar com alguns caçambões de calcário, fósforo e potássio. Mesmo que para fazer comparativos, deveria 'aplicar' um pouco agora, 'subindo nas costas' do parente e usando as terras da chapada do querido e estimado avô Miguel Arraes. Mais adiante, daqui 12 meses, poderia resgatar os 'rendimentos', chegando com máquinas fotográficas e filmadoras para colher imagens que atestarão seu arrojo e determinação para fazer voltar a prosperar uma terra e um setor que outros tentaram viciar.
De quebra, diria ao País, em rede de Televisão, que fez funcionar em pleno sertão seco uma das maiores fábricas de amido do Brasil. PLUS: Chegaria, ainda o Estado, com a prometida fábrica de álcool derivado da manipueira, o líquido mal cheiroso que fica por aí poluindo e tornando 'suja' uma atividade que é limpa.  Com obras do PAC 'tartarugando' e economia definhando, não tem Dilma que acompanhe essa pisada.
Efeitos da adubação você verá em outra 'reportagem', com a palavra de quem entende do assunto.





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