terça-feira, 6 de novembro de 2012

Mandioca em debate

Hoje, no auditório da AEDA, prefeitura municipal, BN,  IPA, plantadores, sindicalistas e representantes de associações discutiram a recuperação da área plantada com mandioca em Araripina. A intenção dos presentes é encontrar a fórmula adequada para que os 1.810 plantadores de mandioca de Araripina voltem a cultivar as mesmas áreas existentes antes dos efeitos da seca de 2012. O número de hectares que pode ser o nosso potencial máximo e os dados exatos ou aproximados de área plantada antes da seca não  foram informados. O número de plantadores é que variou: 1.700 nas contas de uns, 1.800 nas contas de outros e 1.820 plantadores nas contas de um terceiro. Provavelmente este número não é inferior a 1.600 nem superior a 2.000.

PREFEITURA NA DIANTEIRA
O secretário de Desenvolvimento Rural de Araripina, Brenno Ramos, informou aos presentes que o Interventor Adalberto Freitas já autorizou o município a licitar 7 mil horas de trator para serem utilizadas unicamente no preparo de solo para plantio de mandioca. Além das serras, os distritos de Lagoa do Barro e Nascente serão contemplados. Além de preparar o solo, a prefeitura vai comprar rama de mandioca no estado de Alagoas para distribuir com os agricultores. Cada um receberá 1,5 hectare arado e cerca de 6 metros cúbicos de maniva.

O BANCO DO NORDESTE E A INADIMPLÊNCIA
Quem parece ser problema para a retomada da atividade em Araripina é o elevado índice de inadimplência. Segundo informou Flávio,  gerente da agência do Banco do Nordeste, passa de 50% o número da inadimplência em volume de recursos.

Um comentário:

  1. Que Deus seja louvado pela brilhante ideia dos representantes do nosso município estarem dispostos a ajudar o nosso homem do campo já tão sofrido pela seca que assola. Que esses mesmos representantes escolham a dedo e fiscalizem o trabalho que pretendem desenvolver com o agricultor que tem como maioria pessoas analfabetas ou semi-alfabetizadas. Que funcionários responsáveis pelo desenvolvimento desse trabalho se esforcem e deem o melhor de sí para não fazer como o cadastro de distribuição do milho que agente chega ao Ipa e encontra os funcionários de cara feia, que já não atenderam pela manhã e não vão atender a tarde, alegando que tem muito cadastro já acumulado na fila de espera, que para fazer uma Dap tem que ir nas quartas feiras porque a maioria dos outros horários estão no campo com capacitações, etc, etc, trabalhando em quê? Fica a pergunta: porque não colocar funcionários qualificados que atendam nos dois turnos para suprir a demanda de carência de nosso municipio? Cidadãos de bem estavam lá naquela tarde, a maioria com fome e sede sem ter um copo d'água para beber... Eu presenciei esses fatos chocantes e fico muito triste por ver pouca preocupação/responsabilidade para com o homem que põe a feira na feira e na nossa mesa. Por isso o desabafo e o alerta.
    Antônia Ednalva.

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