quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Entrevista de Alexandre Arraes: Zero de demagogia e tudo de pé no chão


Na Arari FM, concedendo entrevista


Alexandre Arraes e Antônio Figueira, secretário de saúde do Estado, que lhe ofereceu treinamento intensivo para o secretário de saúde que for nomeado - Tópico da entrevista.

O prefeito eleito de Araripina concedeu uma entrevista na Arari FM, nesta manhã de quarta-feira, que pode ser considerada o marco da virada de página. Zero de demagogia. Zero de apelação. Tudo de realismo e transparência. Participação popular, por meio de ligações de pessoas que formam o tecido social produtivo do nosso município.
Alexandre Arraes pisa em ovos. Sabe a origem dos problemas mas evita apontar os culpados. Sabe para onde apontar o dedo mas evita reabrir feridas que a eleição deve sarar definitivamente, para que a politicagem possa, enfirm, dar lugar ao trabalho e ao desenvolvmento que a política com P maiúsculo é capaz de trazer.

Entrevistado por Iverldo Nascimento e ao mesmo tempo por pessoas da comunidade, Alexandre Arraes apontou para um futuro promissor mas fez questão de ressaltar que não existe remédio bom sem ser amargo. Não com essas palavras, mas com outras apropriadas, deu a entender que seu governo será pautado pela austeidade e sobretudo pelo profissionalismo, o que significa dizer que acabou a era do improviso e do faz de conta.

A CHAGA MAIOR
Araripina faz pose de rica, mas na vedade, está como aquele velho ditado: "Viva o luxo e morra o bucho". Na verdade, a referência se faz apenas ao poder público. O povo daqui é trabalhador, empreendedor e faz a diferença. A prefeitura é que atrapalha com suas 'taras e manias'.
INADIMPLÊNCIA é o nome da doença. Araripina não paga o que deve. Salvo melhor informação, apenas Valmir Lacerda e Dionéa Lacerda pagaram as dívidas com INSS e FGTS herdadas de outras gestões. Os seus sucessores não suportaram o peso da carga e deixaram a dívida se avolumar. O problema cresceu e virou monstro. Duas negociações foram feitas e não honradas nas últimas gestões. Alexandre terá que resgatar uma das últimas negociações, dizer por meio de advogados especializados que quer honrar, se possível tornando cumpulsório o desconto no FPM, para só então pensar em elaborar projetos e comprar passagens para fazer pressão em Brasília.
Sem sanar a ferida do CAUC, cadastro que unificou as dívidas e obrigações fiscais das prefeituras, Araripina não vai a lugar nenhum. A prefeitura, em vez indutora de desenvolvimento, será tão somente a viúva cobiçada, e não passará de trampolim para corruptos e aventureitos de toda espécie que  queiram emplacar discursos demagógicos e promessas mirabolantes a fim de enganar os tolos, ou fazer torcida para pleitos futuros.
Em sua entrevista, Alexandre informou que está atacando o problema em três frentes: a primeira, pelo que ficou entendido, é a revalidação de uma negociação anterior, no valor de 60 mil mensais, que o prefeito afastado só quitou a primeira parcela. A segunda é, aparentemente, uma ação cautelar visando conseguir amparo numa LIMINAR que possar dar fôlego ao gestor nos primeiros meses, enquanto o INSS e a procuradorias das partes litigantes se entendem. A outra não foi dita, mas deve ser uma negociação nova, com  alongamento dos prazos e redução das parcelas, com base em medida provisória (MP) que as prefeituras tentam junto à presidente Dilma.

MISSÃO COLETIVA
A eleição já passou. O prefeito é Alexandre. O povo assim ecolheu. Por esta razão, quem de fato gosta de Araripina e quer ver a coisa funcionando para que nosso município volte a brilhar e provocar sentimento de nativismo nas novas e futuras gerações, deve agora desarmar os espíritos e colaborar, deixando para a próxima eleição o 'bate-boca'  acalorado e às vezes improdutivo. É missão de cada um extrair do peito o rancor criado pelas eleições passadas e colaborar com ideias e sobretudo com discurso coerente e aplicável a essa nova realidade. Quem anda pelo Brasil, quem percorre o Nordeste que prospera sabe perfeitamente quantos passos largos e aspressados temos que dar para recuperar o tempo perdido e começar a disputar em pé de igualdade os grandes empreendimentos do setor privado e também do setor público. É preciso que todos tenham em mente uma coisa: Não adianta andar com o melhor projeto em baixo do braço se a prefeiturta não apresentar com planilhas contábeis que dispõe de contra-partidas e com ações concretas que tem suporte para atrair empresas. O projeto ficará amarrotado e fedendo a sovaco, caso o novo gestor não tome as medids que devem ser tomadas.
Foi mais ou menos isto que Alexandre disse, com sua forma serena e educada de falar, na entrevista que concedeu. Cabe aos aliados entenderem o momento. Cabe não pressioná-lo para cair em tentação. Pois, caindo em tentação, qualquer um segue o rumo dos que se foram sem deixar saudades, só problemas indigestos. Araripina não aguenta mais paga esse preço.

TRANSMITIR CONFIANÇA PARA ATRAIR O EMPREENDEDOR
Sem gerir bem, sem estar em sintonia com as novas regras, sem mostrar que o que foi para o papel está sendo aplicado na prática, e sobretudo sem saber onde estão os visionários, aqueles empresáios que pocuram um lugar certo para aplicar seus recursos e fazer surgir novas empresas, a mesmice será a tônica. Atraiar empresas e investimentos, conciliar obra pública com obra privada, permutar a missão de empregar que hoje parece da prefeitura pela missão de gerar empregos e oportunidades. Este é o objetivo da empresa chamada Prefeitura Municipal de Araripina. Foi isto o que a maioria entendeu depois de ouvir a entrevista do prefeito Alexandre Arraes. Se é assim, que tenha sorte e que receba os apoios necessários.
Temos que acreditar: "Agora vai!"

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