quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Alexandre Arraes prepara a largada. Para gerir e para fazer política.












Lutar, Alexandre Arraes já lutou. Articular para vencer, já articulou e já venceu. Falta governar. Mas Alexandre não é prefeito. É apenas vice. Quem manda em Ararpina é um interventor. E este mandará ainda por mais de cinquenta dias. Só em primeiro de janeiro Alexandre assume.

RECARREGANDO BATERIAS
A luta foi árdua. Talvez mais árdua internamente do que propriamente foi enfrentar a adversária que lhe 'caiu no colo' com um piso inicial que era mínimo e um teto final que se mostrou 'adequado'. Socorro Pimentel chegou aos 42% dos votos válidos, até mesmo um pouco acima daquilo que era o teto de Lula Sampaio, seu principal pilar, ou quele que lhe tirou do piso e lhe fez chegar a este teto que surpreendeu alguns.
Para quem acompanhava a eleição por pesquisas e não por boato de rua, era quase impossível acreditar na vitória de Dra. Socorro num pleito em que tinha o apoio explícito de Lula Sampaio, com uma eleição de apenas dois candidatos competitivos - lembrar que Dr.Cácio foi candidato mas não fez o que convencionamos chamar de política, ou de campanha.
As apostas de Raimundo Pimentel eram as mesmas de Lula Sampaio: Racha no grupo de Alexandre, com dois candidatos: Ele (Alexandre) e Valmir Filho correndo pela terceira via, caso o vice escolhido fosse Bringel Filho; Ou Alexandre e Bringel Filho, caso o pai do agora vereador eleito não aceitasse a indicação de Valmir Filho para vice de Alexandre - como se propagava no senadinho.
Neste cenário, tanto Socorro Pimentel quanto Lula Sampaio teriam chance de se eleger com prováveis 35% dos votos válidos. Mas o racha não aconteceu e Alexandre saiu vitoroso.

Alexandre Arraes já esqueceu que existiram tais variáveis. Nem lembra mais das contas que fazia e do pouco sono que o levava a repousar por algumas horas antes da convenção. Também não lembra se houve desaranjo durante a campanha, quase sempre decorrentes de um grupo muito grande, em que uns tinham paciência além da conta e outros partiam para o ataque interno em busca de espaço e generosidades. Isto é passado. Seu horizonte agora é o de governar. Governar com G maiúsculo, diga-se de passagem.

O QUE VEM
Equipe: Até agora, ninguém conhece a equipe de Alexandre Arraes. O secrtariado que está colaborando com o inteventor é, em parte, o que ele deixou. Resta saber se será o que ele vai utilizar nos próximos anos. Isto ele não falou ainda. Pelo menos, se dirigindo "à nação" não informou. O perfil do seu secretariado indicará o seu futuro na política. A partir de suas escolhas, se conhecerá a ala queixosa que venceu. Sim! Na política é assim. Nem sempre há espaço para todos que querem colaborar com o bem comum.

AS OBRAS
Muitas. São muitas as obras a serem iniciadas. Muitas e impactantes. A resposta aos adversários será dada com realizações. Este é o plano. E é por este motivo que Alexandre continua na capital. Lá ele conversa com amigos que têm a caneta na mão e com os técnicos que fazem parte daquilo que por aqui não se faz: PLANEJAMENTO e PROJETOS.

A OPOSIÇÃO
Esta será exercida pela adversária derrotada. Dra. Socorro, segundo onze em cada dez fontes, virá para Araripina. Vai atender em dois PSFs. Um em Marcolândia e outro em Bodocó. Pelo visto, vai pegar a BR 316 e a PE 585, para andar pouco. É assim que planeja criar horas 'especiais' para atender no CEMA, cobrando, e no seu antigo consultório, de graça, onde fará política e suprirá a demanda dos vereadores da sua base.
Portanto, os planos da oposição já estão traçados. Resta saber qual o canal que Dra. Socorro vai usar, ou criar, para 'atentar o juízo' de Alexandre Arraes. Qual não é bem o caso no momento. A pergunta é: Quando? Só o desempenho de Alexandre determinará o exato momento da estreia de Dra. Socorro como opositora prática.

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