quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Clube ARCA e o Hospital Santa Maria


Muita gente em Araripina vive emitindo opinião sobre a melhor destinação para aquele terreno abandonado entre as ruas XV de Novembro e Joaquim Alves de Castro, onde durante décadas atrás funcionou um clube chamado ARCA. Quem pede a volta do clube ARCA omite ou não conhece seu estatuto, muito menos admite informar que ele era segregador, chegando a exigir dos 'festeiros' o uso de paletó e gravata mesmo nos dias mais quentes - uma forma de 'peneirar' nas festanças. Na verdade, todo Clube Social em qualquer parte do planeta tinha e tem sócio  e uma finalidade: Oferecer recreação e lazer aos que se 'diferenciam' como sócios, sejam fundadores ou herdeiros destes. Até aí, tudo dentro da 'normalidade'.

Enquanto muita gente quer saber o que fazer e opina sobre o Clube Arca, poucos querem saber e poucos opinam sobre o que fazer com o Hospital Santa Maria. Talvez não vejam de perto nem de longe o sofrimento de quem chega à portaria daquela instituição e se sente obrigado a chamar uma ambulância ou um taxe para conduzir até Ouricuri ou Juazeiro do Norte e Barbalha.  Poucos estudam as causas do estrangulamento do único hospital existente em Araripina - que aliás não é público.

CONHEÇO ALGUMAS CONVERSAS
Um conceituado médico, com recursos próprios e apoio até mesmo internacional,  chegou à direção, que deve ser a que fica em Salvador, e propôs equipar o Hospital Santa Maria, deixando-o pronto para ser referência regional. Equipar com tudo: tomógrafo, aparelho de ressonância magnética, aparelho de RX moderno, laboratório moderno, UTI. Tudo!.
A proposta do médico foi a seguinte: Colocar o hospital para funcionar e pagar a este o mesmo preço do SUS por cada atendimento ou procedimento. Uma chuva de especialistas entraria pela porta do HMSM  e muita gente de todas as cidades vizinhas passaria a procurar aquele centro médico. Ou seja: Haveria, no mínimo, uma triplicação do volume de atendimento e de receita para a instituição mantenedora. Para a população, os ganhos seriam os desejados e esperados. Coisa de quem sabe gerir. Coisa de profissional de saúde.
REPOSTA À PROPOSTA: NÃO! 


E O QUE FAZER COM O ARCA E COM O HOSPITAL SANTA MARIA?
O ARCA é simples. Basta alguém denunciar que aquele terreno não está sendo usado conforme manda o estatuto social e juntar alguns indícios de que oferece risco à sociedade, sobretudo que coloca em risco o futuro de algumas crianças e jovens. Cópia para o MP, cópia para o Conselho Tutelar, cópia para a justiça, cópia para a secretaria de Ação Social, cópia para as Secretarias da Infância e Juventude (ou correlatas) do município e do estado, cópia para o setor de Tributos da Prefeitura, para onde deve seguir em anexo o estatuto do CLUBE ARCA e sua atual diretoria. Ver o que está previsto em lei, de preferência o código tributário, para os casos em que um terreno (baldio) deixa de cumprir suas finalidades; ver o que versa legislação vigente sobre 'direito de preempção'. Cópia para os veículos de comunicação. Abrir o debate, chamar a comunidade a se manifestar, chamar os sócios para a mesa de negociação, oferecer algo em troca, de preferência um lugar adequado para recreação, ou emitir papéis futuros, os chamados precatórios.
Não sendo possível avançar rapidamente na negociação para que o terreno seja logo bem utilizado, tomar as seguintes providências:
1) Derrubar as paredes dos muros;
2) Derrubar o que restou de paredes internas;
3) Passar a máquina e retirar os entulhos, preservando as árvores;
4) Iluminar tudo que não seja verde saudável e útil;
5) Reservar vários espaços para campinhos de areia, oferecendo opção de futebol de areia, vôlei de areia, etc;
6) Espaço com tanque de areia para saltos (distância, vara, etc);
7) Brinquedos variados para a meninada se divertir e gastar energia, em segurança;
8) Plantar árvores de rápido crescimento e bom sombreamento;
9) Colocar bancos que possam ser removidos em caso de necessidade ou mandado judicial;
10) Povoar com plantas ornamentais - à vontade;
11) Gramar partes;
12) Colocar banheiros químicos;
13) Perfurar poço profundo para irrigar e para serviços de limpeza do local e pessoal dos visitantes;
14) Fixar Gradilho removível para proteção dos 'pequenos' no lugar dos atuais muros laterais.
15) Encontrar uma associação congênere que 'receba' os bens da antiga associação que fundou o ARCA, pois é isso que versa todo estatuto para os casos de descumprimento de finalidade dos objetivos ou 'massa falida'. Para melhor elucidar, dizer aos donos do ARCA que eles devem criar uma nova associação, com objetivos semelhantes, para receber o 'terreno' de volta, vedada a venda para fins lucrativos e garantindo a preferência de compra ou permuta para o município, como aliás já manda a legislação.
Pronto. O terreno continua lá, os donos continuam os mesmos, com uma diferença: Araripina ganha um parque público amplo, servível e a custo irrisório.

Em seguida, chamem a população para opinar sobre o futuro do terreno: Obra de concreto e mais congestionamento do trânsito ou Qualidade de vida para as pessoas?
De preferência, ouçam as crianças, jovens, adolescentes, mães e avós que passarem a desfrutar desse novo equipamento. Perguntem a eles se preferem que fique como a proposta acima. Juntem-se todos e tenham uma conversa com os sócios do ARCA. Provavelmente, muitos serão netos e bisnetos dos sócios fundadores e darão a seguinte notícia: "A minha parte na herança já está doada à prefeitura".

E SOBRE O HOSPITAL
É bom informar que o Hospital Santa Maria só se mantém aberto 'funcionando' daquela forma porque não tem concorrência. Basta o Estado criar vergonha e chegar com um hospital, ou o  município fazer o mesmo, ou ambas as coisas, para o HMSM mudar seu foco para especialidades, se ajustar e funcionar de verdade ou.... FECHAR AS PORTAS.    
Evidentemente que um Hospital do porte do Santa Maria nunca fechará as portas. Antes disso, um entendimento acontecerá.
Entendimento pode acontecer de várias formas:
1) Estado e município investirem em material humano e equipamentos e exigirem contrapartidas, que em resumo representam o bom e correto atendimento, assim como ocorre em Barbalha e Juazeiro do Norte, onde placas vistosas avisam que ali o Governo do Estado é parceiro;
2) Investir e auditar até a última vírgula de cada planilha de serviços ditos prestados;
3) Investir mais e exigir mais, auditando mais e divulgando o resultado de cada reunião do Conselho Municipal de Saúde;
4) Avaliar se as medidas deram resultado e se a população está plenamente atendida ou ainda se obrigando a pegar a BR rumo a Ouricuri ou Barbalha.

Caso o resultado seja satisfatório, aumentar a dose.
Caso o resultado seja insatisfatório, adotar as seguintes condutas:
1) Transferir os investimentos para outra instituição;
2) Exigir que a legislação que versa sobre funcionamento de hospitais seja respeitada;
3) Oferecer a alternativa de estadualização ou municipalização;
4) Esperar a resposta;
5) Tomar a decisão adequada sem fugir às responsabilidades.

PENSANDO BEM...
Vendo desta forma, e sabendo que Ronaldo Lacerda não queria e nem quer mandato de vereador para fazer de conta, nem para alisar ou manipular informações nem dados, estavam 'certas' as forças reacionárias que se juntaram para 'invadir' suas bases e retirar-lhe as condições para conquistar  um mandato.
O meu 'mandato' continuará sendo exercido a partir desta 'tribuna', o Meu Araripe, ou meu blog, de onde sempre falei verdades. Se as verdades ajudaram a atrapalhar meus planos, é porque o meu lugar ainda precisa abrir mais escolas e mais blogs sem porteira nem peneira.

APELO AO 'EXÉRCITO LARANJA
Ajudem Alexandre Arraes a fazer diferente. Permitam que ela faça o que deve ser feito. Pois se as passeatas, carreatas, aplausos e atos todos da campanha foram apenas para mudar o nome do mandatário e não as coisas feias e erradas, teria sido melhor ficar em casa brincando e se divertindo no FACEBOOK.
Forte abraço.

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