terça-feira, 16 de outubro de 2012

Interventor corta fundo para se ajustar e também para se livrar de processos


Temendo entrar para a história como "Interventor Perdulário", e por isso ter que responder a intermináveis 'questionários' e processos administrativos no TCE  e até mesmo na justiça, o interventor de Araripina, Adalberto Feitosa (foto) começa a cortar cargos comissionados e contratados. Fala-se em corte linear de 25% em todas as secretarias, mas há quem dispense o seguinte comentário: "Na educação e na saúde a 'foiçada' será de 30%". 
Hoje, na secretaria de Agricultura, que divide teto com a de Meio Ambiente, falava-se abertamente no corte de 16 contratados e 6 comissionados. O clima era tenso, sobretudo porque se aproxima o final de ano, quando os gastos pessoais aumentam e a alegria precisa se renovar. Contudo, é justamente no final de ano que as contas públicas precisam se ajustar, sob pena de o gestor conhecer a cor da tinta dos juízes e até mesmo outras 'tintas'.
Comenta-se na rádio 'peão' que a soma dos  contratos assinados por Lula Sampaio elevou os  gastos com pessoal para um teto superior a 70%. Com o entra e sai, as medidas judiciais e a intervenção, difícil será encontrar o endereço exato do (s) culpado(s) para puni-lo(s).

ELEIÇÃO DA CÂMARA
Enquanto o clima de terror se espalha pelos corredores da prefeitura, secretarias e autarquia municipal, a câmara de vereadores se volta para a eleição da mesa diretora, destino predileto de Luciano Capitão, o socialista mais bem votado nas urnas,atrás apenas de Tião do Gesso (PR).
De forma direta ou indireta, todos os bem votados, sejam de oposição ou de situação, foram favorecidos com as nomeações de um lado e de outro. Era 'primavera' até poucos dias. Agora é 'outono'. O interventor não perdoa nem queima a própria pele e por isso salta de uma estação para a outra sem pedir permissão aos 'homens do tempo' da nossa política.

2013 VEM AÍ
Com o modelo atual de partilha o prefeito Alexandre Arraes não deverá governar. Primeiro, porque não pode ampliar gastos além do limite prudencial.  Depois, porque foi eleito com ajuda de um amplo arco de alianças, que se faz notar através dos 11 vereadores que passarão a compor sua base em 2013, bem mais elástica do que aquela que contou para governar interinamente, formada basicamente por Luciano Capitão, Edvaldo, João Dias e Severino Lacerda (não candidato e não reeleito). Foi com este quarteto que Alexandre Arraes montou sua equipe. Agora, além de ouvir as ruas e obedecer à 'cartilha do bom gestor', o socialista terá que ouvir mais oito vereadores aliados e talvez algum outro que pretenda se aproximar.

TIME POLÍTICO x TIME TÉCNICO
Se depender dos técnicos políticos' de plantão, Alexandre Arraes convocará um vereador de cada coligação aliada para compor o secretariado e empossará seus respectivos suplentes na câmara de vereadores. É uma boa medida para sanar a fome por cargos e por espaço na política, mas é também o atalho mais curto para abreviar sua carreira política ainda em começo reluzente.
Alexandre tem capital político conferido pelas urnas. Basta saber usar. Lá onde o vento faz a curva, até mesmo depois de subir a primeira ladeira, ou antes disso, passado o primeiro quebra-molas que separa o centro da periferia, o debate é outro e as queixas também. As pesquisas qualitativas ainda são recentes. A 'alma' do interventor, por certo, continuará assustando os perdulários por um bom tempo. A 'alma' do interventor certamente não afasta quadros técnicos, mas a baixa remuneração certamente não ajuda Alexandre a competir sequer com empresas do setor gesseiro por pessoas qualificadas para preencher o primeiro escalão. Este sim é um gargalo técnico.

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