sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Com cara de oposição. E isto é ótimo



Pesquisa feita em Araripina a uma semana da eleição municipal constatou que 83% dos eleitores daquela cidade consideram o governo da presidente Dilma Rousseff ótimo ou bom. Isso nunca região em que obras federais praticamente não existem e as que já foram iniciadas como a Transnordestina e a transposição do rio São Francisco não têm data certa para terminar. Num cálculo otimista do ministro Fernando Bezerra Coelho, é coisa para 2016 quando ela talvez não esteja mais lá.
Araripina não é exceção à regra, diga-se de passagem. Em todos os municípios em que foram feitas pesquisas nessas eleições a popularidade da nossa presidente está nas alturas. Não só a dela, mas também a do governador Eduardo Campos. A que se deve atribuir tanto prestígio é que ainda não sabe. Seria o fato de ela ser mulher, não fazer concessões à corrupção, ter forçado a queda dos juros e anunciado a redução da conta de luz a partir de janeiro do próximo ano? É uma possibilidade.
Ou esse prestígio decorreria do fato de não existir hoje em nosso país uma “oposição orgânica” com capacidade para desconstruir a imagem do governo? Essa oposição começou a ser feita despretensiosamente pelos prefeitos dos municípios brasileiros que sobrevivem apenas do FPM. Ele foram anteontem a Brasília dizer a presidente que a redução do IPI dos automóveis e o corte na Cide para evitar o reajuste dos combustíveis estrangulou suas receitas e o governo faz de conta que não vê.
O que você leu acima é o 'editorial' que abre a coluna de Inaldo Sampaio de hoje. Juntando com outros retalhos do que surgiu na imprensa nacional nos últimos dias, deu para concluir o seguinte: Eduardo Campos vai tentar acabar com a marcha do 'partido único' no Brasil. 
Que chegue logo, Governador! Que comece questionando esse federalismo de mentira, que engessa os municípios pobres e deforma com casebres abarrotados de gente sem emprego e sem futuro os municípios que arrecadam mais. 
Sugestão nossa: Ouçam o que diz Ricardo Noblat, o melhor e mais lido colunista político do Brasil, e por cima pernambucano, que não escreveria, estando hospedado no sítio da Globo, o que diz mais abaixo, em vídeo.

O Brasil precisa mesmo de oposição que saiba governar, pois quem critica sem saber o que fazer não tem como vencer e governar bem.
José Serra já é passado, tendo que lutar muito para encerrar sua carreira como prefeito de São Paulo. Aécio Neves é invenção de marqueteiros envolvidos com o mensalão e nem de longe é ameaça ao projeto de Brasil idealizado por Eduardo Campos. Outros nomes ainda não surgiram no retrovisor. É mesmo a vez de Eduardo, o neto de Arraes. O Brasil precisa se livrar dessa cara de mensalão e enfado que o 'ajuntamento político' reinante nos impôs.

Agora, o 'complemento' de Inaldo Sampaio na mesma coluna de hoje:
Choro 1 – A ministra Ideli Salvati recebeu 4ª passada a diretoria da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) e prometeu que até o final do próximo mês o governo dirá se pode atender ou não ao seu pedido: “quota extra” do FPM para os municípios fecharem suas contas.
Choro 2 – Os prefeitos se queixam de Dilma porque ela fixou o reajuste do salário mínimo e do piso salarial dos professores e mandou a conta para os municípios pagarem. Esses, por sua vez, estão com suas receitas apertadas devido aos incentivos dados à indústria automobilística.
O discurso – Dos pré-candidatos a presidente da República, o único que está falando para os prefeitos é Eduardo Campos (PSB). Ele havia dito a Dilma, lá atrás, que o governo não poderia estar bem com a “prefeitada” insatisfeita. A presidente não lhe deu ouvidos e ele pegou o mote da “crise fiscal” dos estados e municípios para tentar transformá-lo em bandeira de campanha. 

Para quem ainda não sabe, o colunista que escreve com esse teor  de 'veneno' costuma 'afinar a viola' entre uma ponte e outra, bem pertinho do Tribunal de Justiça, que por coincidência fica perto do Palácio do Campo das Princesas, lugar de trabalho de Eduardo Campos . 

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