sábado, 20 de outubro de 2012

Araripina: O tamanho da empreitada de Alexandre Arraes

Sem ambiente para iniciar a necessária Transição, Alexandre Arraes (PSB) corre por fora para iniciar seu governo com os pés no chão e a cabeça no futuro. Enquanto isto, o interventor corta gastos e cabeças do exército laranja e do exército multicor também

Araripina já perdeu muito tempo! Esta afirmação pode ser entendida como eufemismo por quem conhece a problemática à fundo, o que é o caso do Tenente Coronel Adalberto Freitas, sua excelência o Interventor Estadual no município. Para este e sua equipe de assessores que guardam as melhores e mais detalhadas informações, talvez a melhor afirmação seja: Araripina regrediu muito no tempo!

A profundidade e extensão desse regresso não podem e nem devem ser resumidas em frases nem atribuídas a apenas um perdulário, ou a um só irresponsável. Uma soma deles, em tempos curtos, porém 'promíscuos' originou o rombo. O 'apogeu' do caos se deu no último governo Lula Sampaio, afastado do cargo por determinação judicial, o que culminou com a intervenção em curso.

AGENDA NEGATIVA X AGENDA RESUMIDA
Araripina viveu uma agenda negativa que se espalhou pelos quatros cantos do País. O caos era notícia. As idas e vindas realimentavam um noticiário insistente e cruel a um só tempo. O entra e sai foi tão intenso e desmotivante que chegou a por em dúvida os pilares que sustentam a credibilidade do poder judiciário. No calor da campanha, um dos lados prometeu 'desmoralizar' a justiça, um arroubo 'juvenil' devidamente calculado com o fim de espalhar fumaça na vasta cortina que impede o povo de definir e mirar o verdadeiro foco.
O interventor, já apelidado de 'cortador', 'limpador', 'demolidor', só não recebeu apelido de 'paz e amor'. Contudo, bem distante dos calores e calafrios dos 'nativos' e dos boatos da paróquia, vem tocando a "Agenda Resumida". Pede planilhas, identifica excessos e corta. Pede mais planilhas, identifica furos e tapa. Em suma: tapa os buracos deixados por quem, a rigor, já está pagando o preço pelo desapreço ao que é caro ao povo que vota e elege: GESTÃO.

MISSÃO PARA MUITOS, MAS QUE POUCOS ACEITAM O DESAFIO.
A vitória não poderia ser de Pirro.

Alexandre Arraes fez uma campanha que, aparentemente, era 'mole'. Contudo, preferiu correr o risco de endurecer, para no futuro não ser chamado de 'engavetador de promessas' e usurpador de sonhos. Até por isso seus adversários mais diretos importaram uma paródia já usada e reusada nas bandas de Picos. Pregava a paródia da adversária Socorro Pimentel que a campanha (para ela) era 'molim, molim'.
Alexandre Arraes ouviu, discutiu com aliados e manteve a linha adotada inicialmente de não cair em tentação de fazer campanha 'facim, facim', com promessas aleatórias, gastos extravagantes e atitudes que viessem a comprometer a vitória e, sobretudo, comprometer a futura gestão, transformando uma vitória eleitoral e política numa "Vitória de Pirro".
Por este motivo, Alexandre cortou conversas pela metade, deixando aliados com o resto de argumentos 'moles' por serem ditos; cortou agendas pitorescas e por vezes demagógicas; cortou excessos gráficos e sonoros; cortou temas inteiros ou pela metade. Tudo a fim de inibir o surgimento de falsas expectativas e impedir a marcha do 'Messianismo' que geralmente se encrusta nas campanhas e compromete as gestões dos eleitos.

EXÉRCITO FORMADO NA QUEDA

Alexandre, em determinado momento, era prefeito e pré-candidato. Às vésperas da convenção, deixou de ser prefeito e teve dúvidas de que seria também candidato. Usou uma frase bastante curta para purificar a equipe de campanha: "Não sei se volto a ser prefeito. Quem acreditar no projeto político conte comigo para lutar. Outros nomes no grupo podem me substituir". Estava em sua casa e já percebia que o 'exército' ficara menor se comparado ao de encontros anteriores em que a poderosa caneta estava em sua mão.
Logo em seguida, ouviu de alguns que a 'luta continua', 'conte comigo', 'estou acostumado a lutar fora do poder'. Frases desse tipo e sentido, que são sempre repetidas em encontros daquela natureza.
Aquele exército que fora gigante, certamente iria diminuir à medida em que se aproximava o dia da convenção e a prefeitura continuava sob comando de Lula Sampaio. Alguns chegaram a repetir a mesma frase para dois outros candidatos: O próprio Lula Sampaio e em seguida Socorro Pimentel. Estes formam o exército de trânsfugas que segue qualquer gestor em qualquer jornada de qualquer nível de pudor ou despudor. Foi ele, em parte ou totalmente, que levou Araripina ao fundo do poço. Certamente, em algumas gavetas, existem três camisas nas cores amarela, verde e laranja, sem vantagem de preferência de uma sobre as outras duas, dependendo tão somente da preferência de cor do gestor para ser envergada rua à fora - sem sacrifício nem suor.
O interventor não tem cor e por isso o pequeno exército de trânsfugas sem rumo certo veste qualquer 'camisa' que apareça à frente nos dias atuais. É bom que Alexandre Arraes mantenha viva a sua memória recente e que ligue todos os radares. Somente assim correrá menos risco de ser levado a pequenos buracos que podem se transformar em gigantescas crateras. Certo de que o poder cega os tolos, Alexandre parece bem prevenido neste momento de pré-transição. Percebe-se que, não tendo como opinar e ser ouvido, vem mantendo relativa distância da prefeitura e evitando ousar com palpites dirigidos ao interventor, este que, ao que tudo indica, faz questão de ser 'surdo e mudo' quando o assunto é ouvir políticos locais. E tome tesoura sem preferência de cor.

ALAVANCAR ARARIPINA É A IDEIA CENTRAL
Chame gente para um churrasco suculento acompanhado de cerveja e verás quantos aparecerão para o rega-bofe. Chame estes mesmos para queimar uma caeira de tijolos a fim de iniciar um galpão que sirva para abrigar uma linha de produção, e verás quantos alegarão 'dor nas juntas' para fugir da responsabilidade.
Araripina está precisando queimar 'muitas caeiras', construir muitos 'galpões' que sirvam de abrigo para inúmeras linhas de produção. Araripina está precisando ser refeita aonde já havia algo edificado e ser feita do zero aonde o poder ainda não conseguiu chegar.
As tarefas básicas são: Tapar buracos de ruas e estradas, recuperar escolas e postos de saúde, fazer correta distribuição de merenda escolar e medicamentos da linha básica, limpar ruas sujas e recolher entulhos, convocar médicos e demais profissionais de saúde para assumirem seus postos de trabalho, fazer a água chegar às ruas, cisternas esturricadas, vilas e sítios; servir bem sem olhar a quem.
As tarefas extraordinárias são: Buscar, entre parceiros diversos e entes federados, as obras e recursos que tirem o município do marasmo em que se encontra e o recoloque no lugar de destaque de onde nunca poderia ter saído.
A remuneração é baixa. Não há churrasco suculento nem cerveja. Aos voluntários, dispensa-se um PF à base de feijão, arroz, macarrão, farinha e ovo.
Quem se habilita?
Vou relembrar um belo slogan: "Por amor a Araripina".
Vou completar com uma frase de JFK: "Não perguntes o que a tua terra pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ela"

Também se atribui a John Kennedy as seguintes frases:
"A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro".

"Quando escrito em chinês a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade".

"Coragem é manter a classe sob pressão".


Com qual delas você se identifica mais?
Araripina precisa de um exército de voluntários. Alexandre não pode ficar só.

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