terça-feira, 23 de outubro de 2012

Abatedouros clandestinos

O secretário de Articulação Política de Araripina, Danda Simeão, voltou-se nos últimos dias para uma 'investigação' recorrente, com a finalidade de catalogar os matadouros clandestinos do município. Por enquanto, identificou 18. Pode sobrar  para gente com influência política, que segundo as fontes dão 'refresco' aos 'matadores ilegais' de boi e bode.
Falta alguém dizer que o matadouro público é o mais ilegal de todos, por ser o mais imundo.
Problemática: Lembrando a cena de vários pais e avós abatendo bode e porco a machadadas e em seguida pendurando para tirar o couro ou pelar, fica uma ideia da quantidade de abatedouros clandestinos que abastecem os bode-assados da região e os próprios frigoríficos.
Alguém está esquecendo de perguntar quem compara o animal abatido com a carteira de vacinação ou atestado de sanidade.
O melhor da conversa é a buchada.
Enquanto o Ministério Público não chamar a vigilância sanitária para assinar um 'famoso TAC, dando prazos  e depois exigindo o cumprimento do acordo, cabe apenas aos meios de comunicação e autoridades alertarem as donas de casa e cozinheiras para os riscos e orientar que se gaste mais tempo na fritura ou cozimento.
Alexandre Arraes só assume em janeiro. Construir um matadouro principal, se já contasse com os recursos na caixa, levará um ano, sem contar a demora para o licenciamento ambiental. Licenciar e construir matadouros legais nos distritos e vilas é assunto para duas administrações. A menos que um grande frigorífico privado esteja de olho no mercado e esteja colocando animal inteligente para forçar a 'cerca'.

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