quarta-feira, 13 de junho de 2012

Um pouco mais do racha, por Inaldo Sampaio

O “queremismo” começa a tomar corpo

 

Coluna Fogo Cruzado – Folha de Pernambuco – 13 de junho
Por não acreditarem mais na unidade do PT, diversos partidos que integram a Frente Popular começam a pressionar o governador Eduardo Campos para apresentar também um candidato a prefeito do Recife. É o que se deduz de declarações feitas ontem pelo deputado Inocêncio Oliveira (presidente do PR), o vereador Gilberto Alves (presidente do PTN) e o ex-vereador José Neves (presidente do PSD municipal). Todos, quase em uníssono, cobraram do PSB uma alternativa ao PT.
No entanto, é improvável que o governador ponha um nome nas ruas antes de o senador Humberto Costa esgotar suas conversas com o PT. O presidente do PSB vai esperar até os 45 minutos do 2º tempo para que o PT se entenda internamente. Caso contrário, aí sim, tem a responsabilidade de apresentar um candidato porque recebeu dos recifenses nas últimas eleições 76% dos votos válidos. Isso lhe confere autoridade e legitimidade para apresentar uma alternativa.
Um eventual candidato do PSB isolaria de imediato o candidato do PT, que por mais esforço que tenha feito não recebeu ainda a adesão do grupo do prefeito João da Costa. Por isso, com apoio do governador, do vice João Lyra, do senador Armando Monteiro, dos deputados federais Cadoca, Eduardo da Fonte, Inocêncio Oliveira, Paulo Rubem e Luciana Santos, além do PV e outros pequenos partidos da Frente Popular, um candidato do PSB, seja ele quem for, irá ao segundo turno.

É tarefa – Especula-se no próprio PT que Humberto Costa poderia desistir da candidatura se não for capaz de unir o seu partido. Ele não iria para uma campanha com o PT dividido e ainda correndo o risco de ser vaiado, em seus comícios, pelos “talibãs” do prefeito João da Costa. No entanto, como sempre cumpriu “missões partidárias”, é improvável que não cumpra mais esta.

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