quarta-feira, 6 de junho de 2012

PSB não assegura apoio a Humberto Costa. Se der e eleger, João Paulo é candidato a governador no abrir das urnas.

Foto: divulgação/Governo do Estado
O lançamento do senador Humberto Costa como candidato do PT para disputar a Prefeitura do Recife no pleito de outubro não reunificou a Frente Popular por enquanto. Na tarde desta quarta-feira (6), o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, não garantiu apoio dos socialistas aos petistas. "Ninguém esta desmerecendo a importância do PT, mas o partido entrou num processo autofágico e, se não tivermos cuidado, isto pode contaminar os outros partidos da Frente Popular", disse em entrevista à rádio CBN.
Nos bastidores, Guedes está sendo cotado para ser o vice de Humberto Costa na chapa. O cargo já é ocupado pelo PSB na atual gestão, com Milton Coelho. Entretanto, em meio à confusão petistas, os socialistas podem lançar uma candidatura própria. Entretanto, o socialista nega que haja conversas sobre um nome para ser vice e, ao mesmo tempo, não descarta a possibilidade de um candidato diferente do PT ser lançado. "Temos até o dia 30 de junho para resolver estas questões".
Segundo Guedes, o apoio do PSB vai depender da capacidade de Humberto Costa de articular e reunir a Frente Popular. Do outro lado, o PT deixou aberta a porta para o PSB. Também nesta quarta (6), em coletiva de imprensa em São Paulo, Humberto Costa disse que caberá aos socialistas indicar seu vice.
Guedes também deixou claro que, em nenhum momento, o governador Eduardo Campos condicionou as articulações de São Paulo à situação do Recife. O ex-presidente Lula tenta eleger o ex-ministro da Educação Fernando Haddad em São Paulo e quer o apoio do PSB, cujo presidente nacional é Campos. Por isso, houve rumores de que, por baixo dos panos, Lula bancou a candidatura de Humberto Costa, nome supostamente preferido pelo governador.
"As articulações do governador em São Paulo tem a ver com o projeto nacional", disse Sileno Guedes. Eduardo Campos é cotado para concorrer à Presidência da República em 2018.

Do blog de Jamildo Melo.

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