quinta-feira, 14 de junho de 2012

O que Eduardo diria a Lula

O ENCONTO QUE NÃO HOUVE SERIA ASSIM
Por Ricardo Noblat

Nada que Lula já não saiba.
Mas amanhã quando se reunir com ele em São Paulo, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, presidente nacional do PSB, dirá que tem uma notícia boa e outra ruim para lhe dar.
A boa: o PSB apoiará a candidatura de Fernando Haddad, do PT, a prefeito de São Paulo, e indicará para ser sua vice a deputada Luíza Erundina.
A notícia ruim: o PSB concorrerá com candidato próprio à prefeitura do Recife, comandada pelo PT há quase 12 anos.
Neto do ex-governador Miguel Arraes, de quem herdou a habilidade política, Eduardo amaciará a notícia ruim. Deverá introduzi-la com uma pergunta:
- O senhor quer perder a eleição do Recife com um candidato do PT ou prefere ganhá-la com um candidato do PSB? Afinal, nossas afinidades são mais fortes do que nossas divergências pontuais.
Eduardo está convencido de que o PT não se unirá em torno da candidatura a prefeito do Recife do senador Humberto Costa. O partido está dividido desde que o prefeito João da Costa foi impedido de disputar a reeleição pela Executiva Nacional do PT.
É mais fácil, sem fazer alarde, João da Costa apoiar um candidato do PSB à sua vaga do que apoiar Humberto.
Eduardo governa Pernambuco com o apoio de 17 partidos. Quase todos temem uma eventual derrota de Humberto.
Por precaução, há 15 dias Eduardo afastou dos seus cargos quatro secretários de Estado. Qualquer um deles poderá ser candidato a prefeito.
O mais provável, porém, é que Danilo Cabral, deputado federal, ex-secretário de Cidades, ex-secretário da prefeitura do Recife na administração de João Paulo (PT) e ex-vereador do Recife, acabe sendo indicado para disputar a prefeitura.

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