sexta-feira, 29 de junho de 2012

Não existe imparcialidade

Não existe ser imparcial. Não existe jornal imparcial. Não existe revista imparcial. Não existe e nunca existirá. Nunca haverá moeda de um lado só, motivo pelo qual me arrisco a fazer afirmação tão ousada.
Imparcialidade seria, no máximo, contar todas as facetas de uma versão. Mas, convenhamos, ninguém recebe tanto espaço da chefia de redação, ninguém se arrisca a narrar todos os lances de um grave acidente com vitimas fatais, ou todos os detalhes de um assassinato com suas faces cruéis. Também, nenhum jornalista contará todos os detalhes de um casamento real, até porque ele não entrará nos aposentos para constatar que lá  a pose cai e a madeira também deita sem aquele requinte todo.
Assim começo justificando em minha estreia, para deixar claro que nenhum jornalista conta tudo o que ouve de suas fontes, até porque precisa peneirar e filtrar,  para livrar o leitor das faces mais cabeludas. Ademais, não sou jornalista. Apenas exerço o meu direito de opinião.
Um ser imparcial, no meu entendimento, seria um sujeito sem opinião. Livre-nos disso! Não peçam isso de mim.
Se quiserem tirar a prova de que não existe imparcialidade na imprensa, vasculhem as manchetes dos jornais americanos sobre o mesmo tema, na mesma manhã. Dizem que os Estados Unidos da América representam o que há de mais avançado em se tratando de civilização humana. Não estou afirmando nem concordando, mas apenas constatando. Aceitando tal afirmação, poderíamos concluir que  banir a hipocrisia é o primeiro passo para aceitar mais de uma versão, com privilégio de uma sobre outras, pois duvido que alguém encontre palavras lindas para colocar dois pensamentos numa mesma página sem privilegiar aquele que lhe mais lhe agrada.
Não exijam de mim uma ideologia, pois cansei de tê-las depois de muitas decepções. Exijam deste modesto editor apenas alguma coisa diferente para ler, como sempre fez o Meu Araripe.
Eu estou assumindo mais uma vez que redijo e publico. Já fiz isso no passado. Já paguei preços suportáveis apenas pelos fortes por ter e emitir opinião.  Só eu e minha família sabemos o quanto isso me custou. Não quero voltar ao passado. O mundo mudou. Minha aldeia não é mais e tão somente o meu torrão natal, nem o meu estado. Minha aldeia é global. Agora mesmo, milhares de leitores estão acessando, várias e seguidas vezes o Meu Araripe, em várias partes do mundo, para saber quem de fato se responsabilizará por este blog a partir de agora.
Estou aqui. Estou de volta.  Em poucas horas postarei a minha cara.

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