quarta-feira, 6 de junho de 2012

Eduardo Campos pode aproveitar o racha petista para conquistar Recife

O governador Eduardo Campos (PSB) até o momento não deu um pio sobre a crise no PT. Tenho fontes próximas a ele, no entanto, que me garantem: não está satisfeito com a fórmula encontrada pela direção nacional do PT, porque só contribuiu ainda mais para aumentar a cisão interna no partido.

O governador também não compactuou com a alternativa Humberto junto ao ex-presidente Lula. Por isso, estaria muito à vontade para, no caso de Humberto só aumentar a sangria no PT, lançar mão da alternativa que lhe resta de indicar um candidato do PSB ou apoiar outro nome fora da legenda socialista.

Com quem tem conversa sobre a crise no PT, o governador tem dito que o partido não tem criado problemas para a Frente Popular apenas no Recife, mas em outros municípios estratégicos para o PSB no Estado.

Ele costuma citar, dentre outros exemplos, os casos de Igarassu, onde o prefeito Gesimário Baracho, que era do PSB, foi abrigado pelo PT, para disputar contra o candidato socialista Ninho. Outro caso é o de Serra Talhada. Ali, o candidato natural da Frente Popular, o deputado Sebastião Oliveira, tem como principal adversário o vice-prefeito Luciano Duque, que era do PMDB e foi aceito de última hora pelo PT.

Isso sem falar em Petrolina, onde o PT também aceitou a filiação do deputado Odacy Amorim, ex-PSB, que passou a dificultar a unidade da Frente Popular em torno do deputado Fernando Bezerra Filho. Para completar, em Salgueiro, onde o prefeito Marconi Libório Sá, do PSB, se apresentava sozinho na disputa, o PT também inventou um candidato para enfrentá-lo.

'Na prática, o PT só quer somar quando se trata dos seus interesses', diz a mesma fonte, retratando o que ouviu do governador Eduardo Campos.


Do blog de Magno Martins

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