segunda-feira, 14 de maio de 2012

Tudo sob controle? "Tudo sob controle!"

Fiz  a mesma pergunta a seis pessoas envolvidas no processo político de Araripina: Tudo sob controle? Recebi a mesma resposta de todos? "Tudo sob controle!". Até o tom de voz parecia igual. Vendo assim, parece que tudo está em perfeita ordem, mas não está.
Um dos que responderam afirmativamente 'tudo sob controle', com mais duas perguntas seguidas já apresentava tom de voz de um francês que assistia imóvel alemães urinando em Paris do alto da Torre Eifel, na segunda guerra mundial. Um desânino só para quem acabara de afirmar que tudo está sob controle.
Gosto de confrontar pesquisas em papel com pesquisas de oitiva. Perguntei a um amigo de longas datas, num determinado ponto comercial: Tudo sob controle? Ele afirmou que sim e já emendou com a afirmação de que tomou conhecimento de uma pesquisa que está em campo e de outra que um outro amigo  realizou para determinado político, mas ainda não a recebeu. Pelo visto, os seis mil não pagos da pesquisa servirá de argumento para alguém pular de galho quando as pesquisas semi-finais apontarem consolidação do quadro nebuloso que ora vivemos. É quase sempre assim.  Ressalto que o resultado da pesquisa de pepal passa longe do resultado da pesquisa de oitiva, ouvindo clientes, amigos e formadores de opinião.
Voltando ao tudo sob controle. Nada está sob controle, embora possa ficar. Lideranças devem está se achando mais do que são ou possam ser. Pessoas devem está confiando em forças ocultas, em vez de se firmarem líderes.  Tanto na oposição quanto na situação, problemas estão jorrando como água na cachoeira.
Se de um lado o prefeito Alexandre continua fazendo o jodo dos atuais vereadores, sem definir  nem deixar fluir a consolidação de chapinhas com nomes para renoção, na oposição estão tentando montar chapinhas no martelo, com elementos que pensam diferente, ou não pensam quase nada longe da matriz política na qual se formaram.
Contudo, os dois lados podem crescer ou definhar. Tudo dependerá da articulação política. E articulação política é o que não está havendo. Esta está sendo a campanha mais pobre que o blogueito já viu em se tratando de criatividade na hora de formar e consolidar blocos. Basta dizer que não existe figura do articulador, ou cordenador político. Se existe, é figura oculta. Não é preciso dizer que figura oculta nunca mereceu confiança nem crédito.
Sobre o impasse na formação de chapinhas pró-Álexandre, uma consideração apenas: Enquanto elas não se definirem, ele não se firmará como candidato único do grupo a que pertence. Os vereadores com mandato nunca defendem prefeito, e quase sempre só pensam na renovação de seus mandatos. Quem poderia está em campo, penetrando nas massas que se angustiam com os problemas sociais, na tentativa de encontrar respostas e soluções seriam os novatos, as forças emergentes. Mas estas estão presas, desconfiadas de que um golpe está sendo arquitetado, tudo visando salvar o mandato dos atuais vereadores. Por este motivo, todos estão de braços cruzados, esperando que o prefeito avance nos acordos e defina as chapas, montando de vez o chapão e deixando fluir as chapinhas.
Quando isto ocorrer, de modo que os detentores de mandato saibam em que chapa estarão, e os mais 'fracos' possam cair em campo, haverá o travamento que se apresenta hoje.
Os 'iluminados' que aconselham o prefeito a evitar o tema e a não concluir o processo são os mesmos que o acusam de não ter militância, bradando quase sempre que somente os ocupantes de cargos comissionados estão defendendo o nome de Alexandre. É bom que saibam que isto não é verdade. Quem menos defende o prefeito são os ocupantes de cargo comissionado, e a prova está em todos os eventos que a prefeitura realiza. A razão é simples: muita gente está na prefeitura por indicação de dois ou três  vereadores, e estes não fazem a convocação para não mostrar o tamanho do espaço que ocupam, ou para mostrar a Alexandre que podem prejudicar seu avanço. Puro engano: A caneta do prefeito pode mudar a lista de comissionados em um segundo e lotar de gente o pátio da feira de feijão. Talvez seja isso o que falta ser feito.
Não dá para acreditar que a cota pessoal do prefeito seja tão grande na prefeitura. Se for, e se for este pessoal que não comparece aos eventos que não defende seu nome nem sua gestão, é preciso ver se há ou não agente infiltrado.
Mas isto é detalhe. O problema maior está na formação das chapinha e no respeito a quem quer fazer política sem pensar em tamanho da máquina ou lista de comissionados. Quando isto se definir, o exército que defende a causa crescerá assustadoramente.  Do contrário, se tentarem impedir que as chapinhas se formem apenas para salvar o mandato de atuais vereadores, o paletó de posse poderá ser usado por outras pessoas. E aí é que a câmara mudará de rosto.
É a política, companheiro. Compromisso é para ser feito. E quando feito é para ser honrado.
Faz tempo que os mais velhos ensinam: Confiança só se conquista uma vez.

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