quinta-feira, 3 de maio de 2012

O vice de Alexandre poderá ser o penúltimo ato desta campanha.

O último ato de uma eleição é o voto. Depois disso é tapetão. Pela programação palaciana, o anúncio do vice será o penúltimo ato da complexa engrenagem política que está levando o primo do governador, Alexandre Arraes,  à condição de candidato em Araripina.
Eduardo Campos acompanha tudo de perto. Muitas vezes, com mais de quatro olhos. Na véspera do dia do trabalhador, esteve por aqui com quatro olhos bem atentos, inclusive com Adilso Gomes, que veio ver pegando e apertando se os figurões que acertaram no Palácio estavam falando na capital da farinha o que afirmam entre paredes na capital do estado. Viram parte e a outra parte ficou para mais tarde.
O fato é que todo mundo na política precisa de um argumento, um discurso para chamar de seu, antes de informar uma adesão. O discurso agora é a indicação do vice. Indicação quer dizer algo diferente de processo de escolha. E processo de escolha é algo transparente, cristalino, aos olhos de todos. Não sendo, fica o noticiário sujeito a elocubrações, invenções, citações, e todo tipo de argumento que se mostre capaz de inverter verdades antes de chegar a ela por exclusão.

ESCOLHA POR PESQUISA
O que se comenta é que aquela velha pesquisa que definiria o candidato a prefeito agora indicará o candidatoa vice. Até o nome de Bringelzinho aparecerá na lista. Também aparecerá o nome de Zé Bolacha. Este partirá para cima do filho de Bringel, pois divide com ele o mesmo território. Como citei lá em cima, se trata de especulações sobre um processo pouco transparente pelas circunstâncias. Ainda aparecem como candidatos a candidatos para o cargo de vice de Alexandre Arraes o médico Divanágoras Holanda, que está na disputa por indicação do grupo de Valdeir Batista. O outro pré-candidato a vice é o nome natural, Valmir Filho.

POIS BEM. Considerando que existe uma eleição de deputado estadual logo ali, é quase impossível acreditar que Bringel queira deixar de lado o direito de indicar o candidato a deputado estadual. Apesar de inelegível, ele tem o próprio filho para abrigar numa sigla menor e despejar potência. O lógico é que coloque o bom rapaz para ganhar forma agora, na eleição de vereador, tente o primeiro lugar para Manuelzinho e o faça natural candidato a deputado estadual em 2014.
Candidato com envergadura para disputar em contra-ponto (por desapontamento) esta eleição mais adiante é o que não falta, embora outras lideranças estejam aguardando a confusão pós escoha do vice para formar a chapa que se vai se contrapor a Alexandre agora. Mas, confusão, como todos sabem, só acontece por falta de habilidade e conversa, acompanhados de racionalidade. Diz o velho ditado que quem quer tudo termina ficando sem nada. A conferir.

Além do compromiso de lutar pela pacificação e unidade, este blogueiro tem o compromisso inalienável de manter o leitor que entra aqui bem informado. Ser bem informado, muitas vezes, é saber o que não aconteceu, mas que poderia ou pode acontecer, para o bem ou para o mal. Ser bem informado é, também, está preparado para usar os argumentos necessários quando solicitado pelas circunstâncias. O Meu Araripe cumpre, dia após dia, o dever de tirar o militante da condição de mero espectador, batedor de palmas, soltador de fogos e contador de lorotas,  para o patamar de cidadão participativo, ativo, consciente e equilibrado na razão, capaz também de lutar por indicações, exercer funções e decidir os rumos das políticas públicas sem que isto implique em submissão ou favor puro e simples, como querem impor alguns. Que sirva de exemplo para o que tento expressar o eleitor americano, que ouve seus candidatos nas primárias, escolhe este candidato, lapida o seu discurso, acerta com ele a agenda de compromissos e depois o defende em praça pública. Isto sim é modelo a ser seguido, e não mais estes métodos arcaicos de quem quer transformar prestígio em arma para usar em favor próprio e em desfavor do coletivo. Por isso advirto: Sempre que uma raposa apontar os dentes em direção a este blogueiro, é sinal de que mais uma leva de araripineses foi conscientizada por meio da informação pura da fonte, ou de análise como esta.

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