sexta-feira, 11 de maio de 2012

Araripina 2012: Pequenos tendem a se unir para decidir o pleito e promover renovação geral

Na noite desta sexta-feira, representantes de quatro partidos políticos locais que lutam para renovar a câmara de vereadores reuniram-se por cerca de duas horas. Na pauta, o futuro das quatro legendas. A desunião da cúpula do grupo governista vem impacientando os pré-candidatos destes partidos. Depois de muita discussão, e do entendimento unânime de que os atuais vereadores estão jogando no sentido de inviabilizar a eleição dos candidatos novos, surgiu a ideia de todos se unirem em torno de uma única chapinha, abrindo espaço para mais dois partidos, um dos quais com dois vereadores com mandato. Além de definir o tamanho da renovação na câmara de vereadores, este grupo ofereceria ao prefeito o candidato a vice, que poderia ser Valmir Filho, e garantiria a Raimundo Pimentel o apoio necessário para que se mantivesse no grupo e pleiteasse a reeleição em 2014, desistindo de lançar a esposa na disputa pela prefeitura.
Caberia ao prefeito decidir. Havendo negativa e imposição de outro nome para vice, o grupo decidiria que rumo tomar na eleição.
As partes ficaram de consultar os demais integrantes dos partidos para voltar a sentar.
Uma foto dos pré-candidatos destes partidos provaria a Araripina que o poder decisório se deslocou, embora algumas lideranças finjam não perceber. Restaria aos demais vereadores com mandato se juntarem num chapão e lutar por 4 ou 5 vagas, o que seria de bom tamanho, pois na soma, estariam lutando por sete vagas, ou quase metade da câmara ampliada.
O jogo vai começar a endurecer de agora em diante. Para cada movimento no sentido de intimidar os novatos haverá uma reação proporcional. O prefeito tem mantido uma postura de isenção e isto tem sido reconhecido por todos. Contudo, os vereadores que se apoderaram de toda máquina sob o argumento de que derrubaram Lula Sampaio, não deixando espaço para mais ninguém, terão que provar com votos o merecimento de tanto prestígio e tanto espaço. O fato é que os novatos representam a esperaça de mudança de hábitos na política, de mais capacidade para debater os assuntos importantes que estão engavetados, e também de mudar a cara do time que ajuda Alexandre a administrar num eventual segundo mantado, abrindo espaço para gente talentosa que precisa mostar serviço e capacidade. A leitura feita por todos os pré-candidatos que pregam mudança é que somente uma mudança brusca no poder legislativo será capaz de dar ao prefeito Alexandre as condições que ele precisa para oxigenar a administração, mantendo os quadros técnicos de qualidade que absorveu, mas abrindo espaço para pessoas dedicadas e capazes que lutam pelo grupo mas amargam essa gritante falta de espaço.
Outra leitura é que alguns vereadores estão com completo domínio da máquina, e que isto atrapalha o prefeito na hora de ampliar as forças de sustentação, pois sempre que alguma força tenta se inserir no grupo ouve dos ocupantes de cargos de confiança uma única resposta: Estou com fulano de tal para vereador. É quase uníssono. Está claro que estes vereadores não terão força para manter sequer 10% dessa estrutura administrativa que indicaram, num segundo mandato com uma câmara composta por 15 vereadores. O mapa dos problemas de bloqueio na máquina já está pronto e o prefeito deverá recebê-lo em breve. Certamente Alexandre não tomará a decisão de manter o predomínio de um ou dois vereadores no seu governo em detrimento da maioria do grupo. Ninguém entra em campanha para perder. O prefeito sabe disso e não quer isso para sí próprio. É comum se dizer que aquilo que não se quer para si não se oferece aos outros.

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