quinta-feira, 10 de maio de 2012

Araripina 2012: Jogo embaralhado

Lula acabou de conceder entrevista na Arari. De tudo o que ele falou, uma conclusão: O jogo está para ser jogado e em nada depende de pesquisas, pois elas e a conjuntura já apontam os favoritos e Lula sabe disso. O que está faltando aos políticos locais é coragem para se dirigir aos eleitores e falar o que de fato sente e o que de fato está propenso a decidir.

Caso haja lógica em pesquisa e em política, Lula aparecerá mais fraco, pois Maria Augusta e Carlos Pracheles já foram às bases pedir para votar em Alexandre Arraes. Desta forma, Alexandre aparecerá mais forte. Nem é preciso afirmar que o eleitor de Bringel já dirá que está com Alexandre, a pedido do próprio Bringel. Se isto não ocorrer, quem deve retirar o nome da disputa é Alexandre e ter humildade para apoiar outro nome do grupo, pois nunca se viu tamanha avalance de apoios e declarções de confiança, nem houve, em momento algum, uma declaração de interesse do Palácio por Araripina, como está ocorrendo agora.

Como o eleitor sente outro tipo de calor e tem outro tipo de sensibilidade, é provável que:
1) Alexandre Arraes apareça bem na dianteira, com Bringel ainda em sua cola, com percentuais bem superiores aos demais concorrentes;
2) Lula Sampaio em terceiro lugar;
4) Valmir Filho e Valdeir Batista empatados em quarto lugar;
5) Socorro Pimentel em quinto, ou em quarto, embaralhado com Valmir Filho e Valdeir.
6) Nunes Rafael e Leonardo Farias empatados em sexto.
Esta é a lógica. Mas cada um inverte a realidade ao sabor de seus interesses.

CONJECTURAS
Caso Lula Sampaio descubra que não tem mais condições políticas de disputar e aceite mesmo apoiar Alexandre Arraes, Bringel se sentirá pouco confortável no palanque? Cumprirá a promessa de não subir no palanque que Lula estiver?
Caso Lula Sampaio entenda que ainda tem chance e se lançar na disputa, Socorro Pimentel terá mesmo coragem de ser a terceira ou quarta via, dividindo o espaço com Nunes Rafael?
Bringel vai insistir na indicação do filho para o cargo de vice-prefeito na chapa de Alexandre, sabendo que poderá sofrer vetos de políticos com os quais se atritou? Fará isto calculando um racha, para lançar Manuelzinho por outra via? Ou romperá a fim de se aliar a Valdeir Batista e Raimundo Pimentel?

E o médico Valmir Filho, depois de largar seu projeto político para ser leal a Alexandre, aceitará ser sacrificado com uma não indicação para a vice? Se for mesmo escanteado, marchará com Alexandre ou será a alternativa de outras forças políticas do município?

O editor acredita no seguinte desfecho: O Palácio indicará o vice e encontrará espaços para duas postulações de deputado estadual e uma de federal, acomodando todo mundo que agora se atrita.
Deverá ser acertado o seguinte: Raimundo Pimentel já dá sinais de que não lutará por mandato de deputado federal, abrindo espaço para um filho de Valdeir Batista. Bringel, não estando inelegível, deverá ser candidato a deputado estadual, o mesmo ocorrendo a Raimundo Pimentel, que deverão dividir espaços na região e fora dela com suporte das máquinas municipais e estadual. Bringel também poderá lançar a candidatura do filho ou de sobrinho talentoso para deputado estadual, caso esteja inelegível.
Aceitar outro desfecho é trazer de volta a disputa por espaço e suas consequências danosas para Araripina. Aí, salve-se quem puder. Resta dizer que este é o desejo de muitos que pensam pouco no futuro do município. A divisão geral atende aos interesses de quem quer vender votos de deputado estadual e federal, e também interessa a quem quer barganhar, vender apoios a prefeitos que se mostrarem mais fortes financeiramente. Enfim, a divisão interessa aos mercadores de voto que tanto atrapalham Araripina.

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